Uso de IA avança nas empresas, com 59% das companhias colocando a tecnologia entre as principais iniciativas
O uso de inteligência artificial vem avançando em empresas de diferentes setores e portes no Brasil, com 59% das companhias colocando a tecnologia entre suas principais iniciativas para os próximos anos, segundo a pesquisa Panorama 2026.
O levantamento foi conduzido pela Amcham Brasil em parceria com a Humanizadas. Em outro estudo, da Fundação Seade, 47% da população do estado de São Paulo já utiliza ferramentas de inteligência artificial, sendo o trabalho o principal motivo apontado, com 39% das respostas.
Nas empresas, o uso da tecnologia vem se expandindo nos últimos dois anos, segundo o release, em segmentos que vão de restaurantes e startups a agências de publicidade e escritórios de contabilidade.
Em Campinas, o Restaurante Benedito começou a usar IA há pouco mais de dois anos. “Foi quando criamos, poucos dias antes de um Dia dos Namorados, uma assistente virtual com Inteligência Artificial para organizar reservas e fazer o primeiro atendimento aos clientes que entravam em contato pelas redes sociais”, conta Mauro Mason, sócio do restaurante.
“Um ano depois, o resultado foi acima do esperado, com 771 clientes e 243 reservas na semana dos namorados”, acrescenta.
Segundo o texto, essa experiência serviu de base para a criação da startup Chef.Ai, voltada a bares e restaurantes. “Empresários viam que isso funcionava e vários donos de restaurantes começaram a pedir informações e a implantação do sistema”, conta Matheus Mason, sócio do restaurante e CEO da Chef.Ai.
“Hoje estamos com mais de 50 clientes, desde grandes redes até pequenos restaurantes, utilizada desde o atendente, que vai conversar com o cliente, até gestão de mesas. É a IA ajudando nossa equipe humana a trabalhar com mais produtividade”, acrescenta.
Uma pesquisa realizada pela Abrasel revelou que 28% dos bares e restaurantes brasileiros já utilizaram IA em algum momento.
Em outros setores, o release cita dados de uma pesquisa realizada pela Avantia, segundo a qual 95,2% das organizações colocam a IA no topo das prioridades para 2026. O levantamento também informa ganho médio de US$ 1,49 para cada dólar investido, enquanto 92% dos primeiros adotantes afirmam obter retorno positivo.
A previsão mencionada é de destinar, em média, 22% dos orçamentos de tecnologia para IA.
Na agência de publicidade Mapple, a ferramenta é usada há dois anos na rotina de trabalho, especialmente para criação de imagens e desenvolvimento de vídeos.
“Hoje a gente usa IA em praticamente quase todos os processos, desde análise de mercado, estudos de pesquisa, projetos, planejamentos, insights de ideias e até mesmo ferramentas que nos ajudam a avaliar se a ideia que nasceu aqui dentro não tem parecida fora do mercado”, conta Eduardo Baraccat, proprietário da agência.
“A inteligência artificial é um grande apoio, mas nunca substituirá a ideia do publicitário”, afirma ele. “A ferramenta melhorou a produção interna. O que antes demorava dias para fazer hoje fazemos uma campanha ou anúncio em questões de horas, pois a inteligência artificial ajuda a criar ideias com maior rapidez”, acrescenta.
No escritório Blasco Gross & Fontes Advogados, a IA também vem sendo usada no dia a dia. “Nossa equipe consegue fazer prospecção e pesquisas de doutrina e de jurisprudência conforme o caso que estamos defendendo dentro das áreas trabalhista e cível, agilizando os trabalhos”, explica Alexandre Blasco Gross, sócio do escritório.
“Como fazemos muito consultivo no escritório, com muitas perguntas e consultas das empresas de diversos setores, como Recursos Humanos, comercial, tributário, a gente acaba ajudando os clientes com respostas rápidas, para tomadas de decisões”, conta.
Segundo os empresários citados no release, a adoção da IA não elimina a atuação humana. “A IA é importante, mas não dispensa a presença dos humanos em nosso escritório”, diz Basco. “A IA nos ajuda, mas não substitui o processo criativo das pessoas na hora de fazer uma campanha”, afirma Baraccat.
Fonte: Comunicação Estratégica Campinas.
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