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Transparência: requerimentos em Monte Mor expõem pressão por esclarecimentos

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Transparência: requerimentos em Monte Mor expõem pressão por esclarecimentos

A Câmara Municipal de Monte Mor aprovou uma série de requerimentos voltados à obtenção de informações da Prefeitura, em um movimento que amplia a fiscalização sobre o Executivo e expõe dúvidas sobre a transparência da administração municipal.

Em uma única sessão, vereadores aprovaram pedidos que vão do detalhamento das dívidas do município a contratos específicos firmados sem licitação, indicando que informações consideradas básicas ainda dependem de solicitação formal para serem apresentadas.

Entre os casos, o Requerimento 12/2026, do vereador Bruno Leite (União), solicita uma relação completa das dívidas da Prefeitura, incluindo valores atualizados, credores, natureza dos débitos e prazos de pagamento, além da distinção entre obrigações herdadas e contraídas pela atual gestão. O pedido também abrange a situação junto ao Ipremor, reforçando a necessidade de uma compreensão mais clara sobre a saúde financeira do município.

Na mesma linha, a vereadora Wal da Farmácia (PSB) apresentou uma série de questionamentos sobre contratos firmados pela administração. O Requerimento 13/2026 busca esclarecimentos sobre a contratação de serviços de veiculação em TV e portal de notícias, no valor de R$ 63 mil, enquanto o Requerimento 14/2026 fiscaliza a contratação, por dispensa de licitação, de uma empresa de consultoria ambiental para o cemitério municipal. Já o Requerimento 11/2026 trata de um contrato de R$ 48 mil para publicações em jornais de grande circulação, cujo objetivo declarado é ampliar a transparência e o acesso à informação.

Os autores dos requerimentos destacam, de forma recorrente, a necessidade de “garantir a transparência” e “elucidar questionamentos”, termos que indicam lacunas na divulgação ativa de informações por parte da Prefeitura. A repetição desse tipo de justificativa sugere que a transparência, embora prevista como princípio da administração pública, ainda opera mais como demanda do que como prática consolidada.

Nesse cenário, o papel da Câmara ganha centralidade. Ao formalizar pedidos de informação e exigir documentos, o Legislativo atua como intermediário entre o poder público e a população, tensionando a administração municipal a prestar contas de maneira mais detalhada. Trata-se de uma função essencial para o equilíbrio institucional, especialmente em municípios onde o acesso direto a dados técnicos nem sempre é simples ou intuitivo.

Em Monte Mor, a sequência de requerimentos indica que esse processo ainda está em construção. Enquanto o Legislativo amplia a pressão por respostas, a expectativa recai sobre o Executivo, que passa a ser cobrado não apenas por responder aos vereadores, mas por tornar os dados públicos de forma acessível, contínua e compreensível à população.

Fonte: Da redação.

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