Vereador Josuel pede harmonia na Câmara de Monte Mor

O vereador Josuel da Conceição (PSD) defendeu um ambiente de maior diálogo e menos conflitos dentro da Câmara Municipal de Monte Mor durante a sessão ordinária desta segunda-feira (15). Em sua fala, o parlamentar afirmou que os vereadores precisam trabalhar unidos e revelou que já teria recuado de algumas pautas para evitar desgastes entre os próprios colegas.
“Não tem que trabalhar com brigas”, afirmou Josuel ao comentar a relação entre Legislativo e Executivo. Segundo ele, disputas internas entre parlamentares ou atritos com a Prefeitura acabam prejudicando a população.
“Quando você começa a brigar entre vereadores e com o Poder Executivo, quem sofre é a população, quem padece é o povo”, declarou. Durante o pronunciamento, Josuel relatou que tem adotado uma postura de cautela para preservar a convivência entre os parlamentares.
Postura cautelosa e decisões tomadas
“Teve pautas, teve Projetos que eu voltei atrás para não prejudicar colegas aqui dentro”, disse. Segundo ele, algumas decisões foram tomadas para evitar desconfortos e manter uma relação de harmonia no Legislativo.
A fala ocorre poucos dias após a Câmara rejeitar, em bloco, pedidos de informação apresentados pelos vereadores Bruno Leite (União) e Wal da Farmácia (PSB), que solicitavam esclarecimentos da Prefeitura sobre temas como abastecimento de medicamentos na rede municipal e serviços de iluminação pública.
Os requerimentos foram derrubados por dez votos contrários e dois favoráveis. Os autores defenderam que os pedidos eram instrumentos de fiscalização do mandato parlamentar, enquanto os defensores da administração disseram que tantos pedidos estavam “pegando mal” com a população e na imprensa.
Agradecimentos e debate sobre o papel do Legislativo
Após defender a harmonia entre os poderes, Josuel fez agradecimentos a integrantes da administração municipal, incluindo o diretor de Trânsito Eduardo Penatti, o secretário de Mobilidade Rômulo Barcelino, o chefe de gabinete Vanderlei Soares e o prefeito Murilo Rinaldo.
A declaração do vereador reacende o debate sobre o papel do Legislativo na fiscalização do Executivo e sobre o equilíbrio entre diálogo institucional e independência parlamentar.
Da redação
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