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Sheilla Souza, de Sumaré, integra candidatura coletiva do PSOL à Câmara dos Deputados

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Sheilla Souza, de Sumaré, integra candidatura coletiva do PSOL à Câmara dos Deputados

As eleições de 2026 terão mais uma opção no campo da esquerda em Sumaré. A presidente do diretório municipal do PSOL, Sheilla Souza, conhecida como Mãe Sheilla de Yemanjá, teve sua participação homologada em uma candidatura coletiva para a Câmara dos Deputados durante a convenção estadual do partido, realizada em 26 de julho.

Diferentemente das candidaturas tradicionais, a proposta integra um mandato coletivo, modelo que vem sendo adotado por diferentes partidos nos últimos anos como forma de ampliar a participação de diferentes lideranças em um único mandato parlamentar. Apesar de cada vez mais comum nas eleições brasileiras, esse formato ainda desperta dúvidas entre os eleitores.

Na prática, a legislação eleitoral brasileira não reconhece o mandato coletivo como uma modalidade jurídica própria. Para a Justiça Eleitoral, toda candidatura continua sendo individual. Ou seja, apenas uma pessoa registra oficialmente a candidatura, aparece na urna eletrônica e, caso eleita, assume legalmente o mandato parlamentar. Os demais integrantes participam do projeto político e das decisões do gabinete, mas não possuem mandato próprio perante a Câmara dos Deputados ou a Justiça Eleitoral.

Em abril deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou esse entendimento ao responder uma consulta sobre candidaturas coletivas. Segundo a Corte, não existe previsão legal expressa para esse tipo de candidatura, embora seja possível que um grupo político seja representado formalmente por uma única pessoa perante o eleitorado e a Justiça Eleitoral. Assim, atos oficiais como registro, diplomação, posse e votação em plenário, além das responsabilidades legais, pertencem exclusivamente ao candidato registrado.

Na prática, porém, muitos mandatos coletivos funcionam por meio de acordos políticos internos. Os integrantes costumam dividir agendas, representar o gabinete em reuniões, participar da elaboração de projetos de lei, realizar atendimentos à população e construir conjuntamente as decisões políticas. Ainda assim, somente o parlamentar oficialmente eleito possui direito a voto nas sessões legislativas, prerrogativas parlamentares e responsabilidade jurídica sobre o mandato.

É nesse modelo que está inserida a candidatura denominada Bancada das Trabalhadoras, organizada pelo PSOL em São Paulo. A chapa reúne quatro mulheres de diferentes regiões do estado: Edilene Santana, de Campinas; Sheilla Souza, de Sumaré; Isis Flor, de Marília; e Jenny Farias, de Praia Grande. O grupo adota o slogan "Diversas, mas não dispersas", defendendo a construção coletiva da atuação parlamentar.

Para o eleitor, entretanto, é importante compreender uma diferença fundamental: o nome que aparecerá na urna será apenas o de Edilene Santana, dirigente sindical de Campinas e representante oficial da candidatura perante a Justiça Eleitoral. Caso a chapa alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados, será Edilene quem assumirá formalmente o mandato federal, enquanto as demais integrantes participarão da condução política do gabinete conforme os acordos estabelecidos pelo coletivo.

Moradora de Sumaré há 37 anos, Sheilla Souza é mãe de santo, fundadora da Tenda de Umbanda Mãe Severina e Caboclo Pena Verde, curadora do Ponto de Cultura Espaço Cultural Marielle Franco, atuante na economia solidária, ex-servidora da rede municipal de Educação por mais de 15 anos e conselheira tutelar suplente. Atualmente, preside o diretório municipal do PSOL.

Segundo a candidatura, as principais bandeiras defendidas pelo coletivo incluem o ecossocialismo, combate ao racismo e à intolerância religiosa, feminismo, anticapacitismo, economia solidária, educação popular e valorização das culturas populares e periféricas.

Ao comentar sua participação na chapa, Sheilla afirmou que pretende representar setores historicamente pouco presentes no Congresso Nacional.

"Me sinto preparada para defender o povo periférico e os direitos da classe trabalhadora, levando diversidade e representatividade de mulheres e do povo de axé para o Congresso Nacional. Afinal, o papel de um deputado federal não é apenas destinar emendas para os municípios. Queremos qualificar a discussão política em Sumaré, no Estado de São Paulo e no Brasil", declarou.

Fonte: Da Redação

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