A decisão foi proferida pelo juiz da 2ª Vara Criminal do município e também determinou a perda do mandato e de valores apreendidos durante as investigações, entre eles cerca de R$ 100 mil encontrados em uma mochila.
Na sentença, o magistrado não acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Wellington foi absolvido de uma das acusações de corrupção passiva, relacionada a uma das vítimas citadas no processo, e condenado apenas em relação a outro caso. Segundo o juiz, nesse ponto específico, não houve provas suficientes para sustentar a condenação.
Além da pena de prisão em regime inicialmente fechado, a decisão prevê o pagamento de 170 dias-multa, calculados com base em três salários mínimos vigentes à época dos fatos. Mesmo com a condenação, o vereador permanecerá em liberdade até o julgamento de eventuais recursos.
A decisão andou bem ao absolver o réu de uma das acusações. Na avaliação da defesa, o processo apresenta nulidades e fragilidade probatória no ponto que resultou na condenação.
Em nota, o advogado afirmou que esses elementos serão levados ao Tribunal de Justiça de São Paulo, onde a defesa pretende buscar a reforma da decisão.
Procurada, a Câmara Municipal de Sumaré informou que, até o momento, não foi oficialmente notificada pelo Judiciário sobre a determinação de perda do mandato. Wellington da Farmácia foi eleito vereador em 2024 com 2.249 votos, figurando entre os mais votados do pleito.
O caso segue em tramitação judicial e ainda não há decisão definitiva. Até que os recursos sejam analisados pelas instâncias superiores, Wellington permanece respondendo ao processo em liberdade, conforme previsto na própria sentença.
Fonte: Da redação.




