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Descongelamento em Sumaré expõe divergências entre servidores e sindicato

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Descongelamento em Sumaré expõe divergências entre servidores e sindicato

Em Sumaré, falas na tribuna da Câmara Municipal expuseram a tensão entre a representação sindical tradicional e a mobilização independente de servidores que cobram o descongelamento imediato de direitos suspensos durante a pandemia.

Pressão por descongelamento ganhou força fora da estrutura sindical

As manifestações do professor Arthur Miranda e de Jobson, presidente do Sindissu, mostraram visões distintas sobre quem vem puxando a pauta dos servidores públicos municipais. De um lado, o sindicato reafirma sua representatividade histórica. De outro, trabalhadores se organizaram de forma autônoma para defender o descongelamento dos benefícios travados pela LC 173 durante a Covid-19.

A Lei Complementar nº 226, sancionada em janeiro pelo presidente Lula, autoriza o pagamento retroativo de adicionais por tempo de serviço, como quinquênios, sexta-parte e licença-prêmio. Em Sumaré, porém, a cobrança para que o tema avançasse partiu principalmente de uma articulação direta dos servidores, e não da estrutura sindical.

Mobilização reuniu abaixo-assinado e reuniões com o Executivo

Arthur Miranda, professor da rede municipal e conselheiro eleito de Educação, afirmou que o movimento local promoveu live pública, coletou abaixo-assinado com mais de 650 assinaturas e realizou reuniões com o prefeito Henrique do Paraíso, o vice-prefeito e o secretário de Finanças. O grupo também protocolou formalmente o pedido na Prefeitura e na Câmara.

Segundo o texto original, a cobrança foi para que o descongelamento fosse tratado como medida urgente e reparatória, sem ser adiado para dentro da campanha salarial.

Sindissu diz ter papel legal e histórico na negociação

Jobson, presidente do Sindissu, reforçou o papel legal do sindicato como representante dos cerca de 3.600 servidores ativos do município. Ele destacou conquistas históricas da entidade, como avanços no vale-alimentação, equiparações salariais e o fim do confisco previdenciário de aposentados.

Sobre o descongelamento, Jobson disse que o sindicato protocolou pedido de reunião com o prefeito logo após a sanção da lei e aguarda o envio de projeto do Executivo à Câmara, após estudos de impacto financeiro. Ao mesmo tempo, fez um alerta contra representações paralelas e o uso de abaixo-assinados fora da estrutura sindical, reiterando que o Sindissu é a entidade legalmente constituída para negociar em nome da categoria.

Base cobra resposta imediata

A sessão evidenciou que, diante de pautas urgentes, parte do funcionalismo já não espera apenas os ritos tradicionais. A categoria passou a se organizar, pressionar e ocupar espaços institucionais por conta própria.

O episódio do “Descongela Já” em Sumaré mostra que, quando a representação demora, a base se move — e, quando a base se move, a correlação de forças muda. O recado foi dirigido tanto ao Executivo quanto ao sindicato.

“A cobrança foi clara: o descongelamento precisa ser tratado como medida urgente e reparatória, e não empurrado para dentro da campanha salarial.”

Texto original

Fonte: Da redação.

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