Buracos, vazamentos e água com problemas ampliam desgaste da BRK em Sumaré

Moradores de diferentes regiões de Sumaré voltaram a relatar problemas ligados aos serviços de água e esgoto no município, prestados pela BRK Ambiental. As queixas envolvem vazamentos de esgoto, remendos no asfalto, obras sem conclusão adequada, afundamentos no pavimento, interrupções no abastecimento e água com coloração escura, cheiro forte ou aspecto considerado incomum.
No Jardim Antônia, na região de Nova Veneza, moradores da Rua Augusto José de Souza denunciaram um vazamento de esgoto que, segundo relatos, persiste há meses. O problema provoca mau cheiro, deterioração do asfalto e preocupação com possíveis riscos à saúde pública. De acordo com os moradores, o esgoto extravasa pela rua devido a um entupimento na rede, e intervenções já teriam sido realizadas anteriormente sem solução definitiva. Imagens registradas no local mostram resíduos escorrendo pela via e o pavimento sendo destruído pela infiltração contínua.
Na região do Matão, moradores da Rua Rogério Simão dos Santos, no Jardim Martins, também relatam problemas após uma obra executada pela concessionária. Segundo os relatos, um buraco aberto durante um serviço de canalização permaneceu por cerca de 30 dias sem conclusão adequada, com acúmulo de água, lama e risco de acidentes. “Vieram, fizeram o buraco, fizeram o trabalho deles e deixaram assim”, relatou um dos moradores em reportagem exibida na televisão regional. Moradores disseram ainda que veículos chegaram a ficar atolados no trecho.
Os episódios se somam a reclamações antigas em diferentes bairros da cidade. Em várias regiões, moradores relatam recapeamentos mal executados após intervenções subterrâneas, remendos desnivelados, vazamentos recorrentes e interrupções frequentes no abastecimento.
Uma das situações citadas no texto ocorreu na Avenida Rebouças, importante ligação entre Sumaré e Nova Odessa. Durante meses, uma obra deixou um longo rasgo aberto no asfalto por centenas de metros em uma das principais entradas da cidade. Mesmo após a recomposição da via, motoristas continuam reclamando do desnível deixado no pavimento, com impactos na dirigibilidade, desgaste de veículos e sensação de precariedade urbana.
O texto também aponta aumento das cobranças, nos bastidores políticos e administrativos, por fiscalização dos serviços executados pela concessionária. A principal crítica de moradores é que muitos reparos teriam caráter paliativo, com problemas que reaparecem semanas ou meses depois, muitas vezes no mesmo local. Em uma cidade em crescimento populacional, de arrecadação e expansão imobiliária, os problemas recorrentes no sistema de água e esgoto e a precarização da malha viária seguem entre os transtornos relatados pela população.
Fonte: Da redação.




