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Coragem, união e representatividade: mulheres de Sumaré e região reforçam a luta por igualdade

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Coragem, união e representatividade: mulheres de Sumaré e região reforçam a luta por igualdade

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, mulheres de diferentes áreas da sociedade de Sumaré refletem sobre desafios e ressaltam a força coletiva capaz de transformar a realidade.

Coragem, união e reconhecimento

As falas reunidas pelo Jornal Spasso Cidades convergem em palavras-chave como coragem, união, reconhecimento do próprio valor e mobilização coletiva.

A empresária e sócia da AVM Imóveis, Elaine Ravanhani Santos, sintetiza a experiência cotidiana de muitas mulheres: “Ser mulher em um mundo desigual exige uma coragem que muitas vezes passa despercebida. Todos os dias, nós mulheres enfrentamos desafios que testam a nossa força, nossa voz e nossa liberdade e ainda assim seguimos em frente, criando, cuidando, lutando e transformando o mundo ao nosso redor.”

Elaine também afirma: “Nossa voz importa. Nossos sonhos são válidos. A cada passo que damos abre caminho para outras mulheres também caminharem com liberdade.”

A secretária de Cultura de Sumaré, Ciça Teixeira, reforça a necessidade de perseverança e apoio mútuo: “Ser mulher é ter coragem para enfrentar desafios e seguir transformando o mundo todos os dias. Que nunca nos falte força, união e esperança para continuar lutando por respeito, igualdade e oportunidades para todas.”

Na área da saúde e do voluntariado, Maria Irene Garcia De Nadai, educadora e fundadora do Grupo de Voluntários Viva Feliz – Casa de Apoio Sr. Antônio Garcia do Hospital Estadual de Sumaré, destaca a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão: “Lugar de mulher é onde ela quiser, principalmente onde são tomadas decisões.”

Vitória de Paula, mãe e administradora do lar, enfatiza autonomia e escolha: “A verdadeira força da mulher está na sua liberdade de escolher o caminho que deseja seguir. Seja na família, no trabalho, nos estudos ou em qualquer outro espaço da sociedade, a mulher tem capacidade, inteligência e sensibilidade para ocupar o lugar que quiser.”

A diretora de área e estudante de Serviço Social Flávia Pinheiro lembra o potencial transformador que as mulheres carregam: “Ser mulher em nossa sociedade ainda significa enfrentar desafios diários, mas também significa carregar uma força extraordinária de transformação.”

Trabalho, família e resistência diária

A atendente Vânia Oliveira chama atenção para a rotina de quem concilia trabalho, responsabilidades familiares e sonhos pessoais: “Nós sabemos que os desafios são muitos. Muitas vezes precisamos ser fortes no trabalho, dentro de casa, como mães, filhas, esposas e profissionais, enfrentando uma sociedade que ainda é desigual em muitos aspectos.” Ela acrescenta que cada conquista é fruto de esforço constante.

A pedagoga Solange Cristina Castanhassi Silva, professora da rede municipal de Sumaré e voluntária do Grupo de Apoio à Adoção Anjos do Coração, reforça que a conquista de direitos depende de mobilização coletiva: “Ainda há muito a transformar e aprimorar; somente por meio da união e do esforço coletivo conseguiremos alcançar o respeito e a plena garantia dos nossos direitos.”

Proteção, denúncia e representatividade

Do ponto de vista da segurança pública, a Cabo PM Elaine Rossi, do 16º Batalhão da Polícia Militar do Interior, destaca a importância da denúncia e da proteção às mulheres vítimas de violência: “O Dia Internacional da Mulher também é um momento de reflexão. A Lei Maria da Penha existe para garantir direitos e proteger vidas.”

“E você, mulher, como está? Conhece alguém que sofre qualquer tipo de violência? Denuncie, procure ajuda. Você não está sozinha.”

Elaine Rossi, Cabo PM

Elaine Rossi também ressalta o avanço de mulheres em instituições tradicionalmente masculinas e a importância da solidariedade entre mulheres.

A proprietária do Jornal Spasso Cidades, Elaine Amaral, chama atenção para a necessidade de representatividade formal: “Em Sumaré, há várias legislaturas, não temos uma vereadora mulher na cidade. Não é possível resolver os problemas das mulheres sem a participação feminina.”

Amaral acrescenta que, além de ocupar espaços, é preciso eleger mulheres coerentes e envolver homens como aliados na luta por igualdade.

Uma luta que se fortalece em coletivo

As falas mostram que, apesar das trajetórias diversas — empresárias, servidoras públicas, educadoras, profissionais de saúde e social, voluntárias e trabalhadoras — há um sentimento comum: a luta por igualdade continua e se fortalece quando mulheres se apoiam e caminham juntas.

Informação prática: diante de situações de violência ou ameaça, a orientação das entrevistadas e das autoridades é procurar ajuda e denunciar. A Lei Maria da Penha é mencionada como instrumento de proteção; procure a polícia local, as delegacias ou serviços de atendimento especializados para mulheres, os serviços de assistência social do município e as organizações de apoio e acolhimento na sua comunidade. Denunciar é um passo importante para proteção e acesso a recursos de apoio.

Fonte: Da redação

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