Spasso Cidades
Brasil

Novo pedágio free flow já cria golpe: como pagar sem cair em armadilha

4 min de leitura
Novo pedágio free flow já cria golpe: como pagar sem cair em armadilha

O pedágio sem cancela, conhecido como free flow, promete trânsito mais fluido e já é realidade em algumas rodovias. Mas a praticidade também abriu espaço para golpes digitais, com sites falsos cobrando motoristas e desviando pagamentos via Pix.

O que é o pedágio free flow e como funciona

No free flow, pórticos instalados sobre a pista usam câmeras e sensores para identificar placas ou tags. Se o veículo tiver tag, o débito é feito automaticamente na conta vinculada.

Sem tag, a cobrança fica registrada e o motorista precisa pagar depois pelo site ou app da concessionária, dentro do prazo estabelecido.

Dica rápida: anote o horário da passagem caso precise conferir depois.

Como pagar com segurança

  1. Não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou no primeiro resultado patrocinado. Digite você mesmo o endereço do site da concessionária no navegador ou consulte o site da ANTT para identificar a empresa responsável pelo trecho.
  2. No site oficial, informe a placa e consulte os débitos. Verifique data, horário e local do pórtico exibidos na cobrança.
  3. Gere a guia, pague via Pix ou boleto e guarde o comprovante. Em geral, as concessionárias determinam um prazo para pagamento, que deve ser verificado no próprio site.
  4. Se passou por free flow sem tag, programe um alerta no celular para checar o débito alguns dias depois.

O que pode acontecer se não pagar

A passagem sem cancela não anula a obrigação de pagar. A falta de pagamento pode ser tratada como evasão de pedágio, sujeita à tarifa, multa administrativa, juros e pontos na CNH.

Ou seja: controlar o pagamento é responsabilidade do motorista.

Como funciona o golpe

Golpistas criam sites muito parecidos com os das concessionárias. Ao digitar a placa, o site falso exibe dados verídicos do veículo para gerar confiança e oferece pagamento rápido via Pix.

A pressa do motorista faz o dinheiro seguir para contas de terceiros, dificultando a recuperação. A Kaspersky identificou mais de 50 sites falsos explorando esse esquema.

Como identificar uma cobrança falsa

  • Prefira digitar o URL oficial da concessionária ou consultar a ANTT antes de pagar.
  • Cheque na página o nome completo da concessionária, CNPJ, canais de atendimento, endereço institucional e os detalhes da passagem.
  • Desconfie de páginas genéricas, com erros de português, ausência de CNPJ ou contato institucional.
  • Antes de pagar via Pix, confira o nome ou razão social e o CNPJ do recebedor: deve corresponder à concessionária, não a uma pessoa física.
  • Verifique o cadeado e o https do site e procure informações oficiais nas placas dos pórticos.

Checklist rápido antes de pagar

  • Digitei o endereço do site oficial manualmente ou cheguei por links listados na ANTT?
  • O CNPJ e a razão social do recebedor conferem com os da concessionária?
  • A cobrança mostra data, horário e local da passagem?
  • Há canal de atendimento, telefone e ouvidoria listados?
  • Guardei comprovante, print ou PDF do pagamento?

O que fazer se você pagou em site falso

  1. Não apague nada: salve prints da página e do comprovante do Pix.
  2. Abra boletim de ocorrência e anexe as provas.
  3. Contate imediatamente sua instituição financeira e solicite informação sobre possibilidades de bloqueio ou estorno da transação Pix.
  4. Informe a concessionária responsável pelo trecho, envie os comprovantes e peça orientação para abrir contestação.
  5. Registre reclamação na ANTT e, se necessário, no Procon local.
  6. Se o recebedor do Pix foi pessoa física, informe o BO à polícia para investigação por apropriação ou estelionato.

Boas práticas finais

  • Mantenha alerta no celular para checar débitos após viagens sem tag.
  • Se possível, instale tag para evitar consultas manuais.
  • Adote uma rotina simples: site oficial, checagem dos dados da cobrança, conferência do recebedor do Pix e só então o pagamento.

Conclusão

O free flow veio para ficar: reduz filas e tempo perdido. Mas exige organização financeira e atenção digital.

Um clique apressado pode custar o pedágio e mais: multa e golpes. Informação, checagem e comprovantes são a melhor defesa.

Dados sobre sites falsos explorando o esquema foram citados pela Kaspersky.

Fonte: Isabel Gonçalves; Kaspersky
CompartilharWhatsAppFacebookX / Twitter

Veja Também