O que é o pedágio free flow e como funciona
No free flow, pórticos instalados sobre a pista usam câmeras e sensores para identificar placas ou tags. Se o veículo tiver tag, o débito é feito automaticamente na conta vinculada.
Sem tag, a cobrança fica registrada e o motorista precisa pagar depois pelo site ou app da concessionária, dentro do prazo estabelecido.
Dica rápida: anote o horário da passagem caso precise conferir depois.
Como pagar com segurança
- Não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou no primeiro resultado patrocinado. Digite você mesmo o endereço do site da concessionária no navegador ou consulte o site da ANTT para identificar a empresa responsável pelo trecho.
- No site oficial, informe a placa e consulte os débitos. Verifique data, horário e local do pórtico exibidos na cobrança.
- Gere a guia, pague via Pix ou boleto e guarde o comprovante. Em geral, as concessionárias determinam um prazo para pagamento, que deve ser verificado no próprio site.
- Se passou por free flow sem tag, programe um alerta no celular para checar o débito alguns dias depois.
O que pode acontecer se não pagar
A passagem sem cancela não anula a obrigação de pagar. A falta de pagamento pode ser tratada como evasão de pedágio, sujeita à tarifa, multa administrativa, juros e pontos na CNH.
Ou seja: controlar o pagamento é responsabilidade do motorista.
Como funciona o golpe
Golpistas criam sites muito parecidos com os das concessionárias. Ao digitar a placa, o site falso exibe dados verídicos do veículo para gerar confiança e oferece pagamento rápido via Pix.
A pressa do motorista faz o dinheiro seguir para contas de terceiros, dificultando a recuperação. A Kaspersky identificou mais de 50 sites falsos explorando esse esquema.
Como identificar uma cobrança falsa
- Prefira digitar o URL oficial da concessionária ou consultar a ANTT antes de pagar.
- Cheque na página o nome completo da concessionária, CNPJ, canais de atendimento, endereço institucional e os detalhes da passagem.
- Desconfie de páginas genéricas, com erros de português, ausência de CNPJ ou contato institucional.
- Antes de pagar via Pix, confira o nome ou razão social e o CNPJ do recebedor: deve corresponder à concessionária, não a uma pessoa física.
- Verifique o cadeado e o https do site e procure informações oficiais nas placas dos pórticos.
Checklist rápido antes de pagar
- Digitei o endereço do site oficial manualmente ou cheguei por links listados na ANTT?
- O CNPJ e a razão social do recebedor conferem com os da concessionária?
- A cobrança mostra data, horário e local da passagem?
- Há canal de atendimento, telefone e ouvidoria listados?
- Guardei comprovante, print ou PDF do pagamento?
O que fazer se você pagou em site falso
- Não apague nada: salve prints da página e do comprovante do Pix.
- Abra boletim de ocorrência e anexe as provas.
- Contate imediatamente sua instituição financeira e solicite informação sobre possibilidades de bloqueio ou estorno da transação Pix.
- Informe a concessionária responsável pelo trecho, envie os comprovantes e peça orientação para abrir contestação.
- Registre reclamação na ANTT e, se necessário, no Procon local.
- Se o recebedor do Pix foi pessoa física, informe o BO à polícia para investigação por apropriação ou estelionato.
Boas práticas finais
- Mantenha alerta no celular para checar débitos após viagens sem tag.
- Se possível, instale tag para evitar consultas manuais.
- Adote uma rotina simples: site oficial, checagem dos dados da cobrança, conferência do recebedor do Pix e só então o pagamento.
Conclusão
O free flow veio para ficar: reduz filas e tempo perdido. Mas exige organização financeira e atenção digital.
Um clique apressado pode custar o pedágio e mais: multa e golpes. Informação, checagem e comprovantes são a melhor defesa.
Dados sobre sites falsos explorando o esquema foram citados pela Kaspersky.
