Depois do caso envolvendo o bairro Marajoara, o parlamentar passou a citar intervenções em frente a um prédio com fachada de 20 metros, na UBS 5, no Jardim Alvorada, em área próxima ao hospital e até em uma praça que, segundo ele, já existia antes da execução contratada.
Em um dos vídeos, Faganello questiona a compra de 42 metros de sarjeta para um prédio cuja fachada teria apenas 20 metros e onde, segundo ele, não há sarjeta instalada. O vereador afirma que a calçada, de aproximadamente 60 metros quadrados (20 metros por 3 metros), custou R$ 186 mil aos cofres públicos.
De acordo com os dados apresentados, teriam sido pagos 238 metros cúbicos de concreto, o equivalente a 48 caminhões.
Após requerimento protocolado em 23 de julho do ano passado, a Prefeitura teria instaurado sindicância interna. Segundo Faganello, a equipe técnica avaliou que a execução real da calçada corresponderia a cerca de seis metros cúbicos de concreto, volume equivalente a um caminhão, com custo estimado em R$ 4.425.
A diferença apontada ultrapassa R$ 180 mil.
Outra situação citada envolve a calçada do estacionamento da UBS 5, no Jardim Alvorada. Conforme os números divulgados pelo vereador, foram pagos R$ 86.900 pela obra, com registro de aquisição de 117 metros cúbicos de concreto, cerca de 23 caminhões.
A sindicância mencionada por ele, porém, teria identificado uso efetivo de apenas 11,25 metros cúbicos, equivalente a dois caminhões, estimando o custo real em R$ 7.858. A divergência, nesse caso, se aproxima de R$ 80 mil.
Em outro vídeo, Faganello aborda a obra em frente ao hospital. Segundo os pagamentos apontados, teriam sido adquiridos 240 metros cúbicos de concreto (48 caminhões), além de 255 metros de guia e 100 metros de piso tátil colorido.
A sindicância citada pelo parlamentar teria constatado a utilização de apenas 12 metros cúbicos de concreto, execução de 65 metros de guia e inexistência de piso tátil no local. O valor pago foi de R$ 198.700, enquanto o custo estimado pela apuração interna seria de R$ 11.730.
O vereador também afirma que uma praça do município teria recebido pagamento de R$ 598 mil, embora, segundo ele, a própria sindicância da Prefeitura tenha concluído que nenhuma intervenção foi executada, uma vez que o espaço já existia.
As novas declarações se somam ao episódio do Marajoara, divulgado na semana passada, quando Faganello apresentou números que indicariam divergência superior a R$ 330 mil entre valores pagos e volumes aplicados em obras de calçada.
Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Nova Odessa não havia se manifestado publicamente sobre os novos vídeos nem detalhado os critérios técnicos adotados nas medições das obras citadas. O Jornal Spasso Cidades mantém espaço aberto para posicionamento oficial da administração municipal.
As denúncias, agora distribuídas em diferentes pontos da cidade e acompanhadas de referências a sindicâncias internas, ampliam o debate sobre fiscalização de contratos, controle de medições e transparência na aplicação de recursos públicos em Nova Odessa.
Fonte: Da redação.
