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Tarifa 'básica': cobrança por bagagem de mão reacende debate

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Tarifa 'básica': cobrança por bagagem de mão reacende debate

A proposta de criar uma tarifa "básica" para cobrar pelo transporte de bagagem de mão em voos internacionais reacendeu a insatisfação de consumidores e motivou a tramitação urgente de projetos no Congresso Nacional, segundo o material. A novidade suscitou reação imediata de passageiros, entidades de defesa do consumidor e legisladores diante do custo já elevado das passagens e das falhas na prestação dos serviços.

Detalhes da proposta

A cobrança prevista inclui a criação de uma tarifa distinta para a bagagem de mão em voos internacionais, modelo já adotado em outros países e que companhias brasileiras pretendem reproduzir. Para o público afetado, a iniciativa foi recebida com preocupação, por ampliar custos em um contexto de tarifas altas e serviços frequentemente insatisfatórios.

Problemas apontados

O release relaciona uma série de práticas e incidentes que, segundo consumidores, evidenciam desequilíbrio contratual entre transportadoras e passageiros.
  • Extravio, violação e avaria de bagagem;
  • Cobranças indevidas e dificuldades para restituição de valores;
  • Atrasos superiores a quatro horas sem assistência material e cancelamento unilateral de voos;
  • Ausência de informação adequada e prática de overbooking;
  • Volume expressivo de ações judiciais por falha contratual e violação de direitos do consumidor.

Marco jurídico aplicável

No ordenamento brasileiro, a proteção ao passageiro apoia-se no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), nas normas da ANAC — em especial a Resolução n.º 400/2016 — e na Convenção de Montreal (Decreto n.º 5.910/2006), aplicável a voos internacionais. É com base nesse arcabouço que consumidores têm obtido reparação judicial pelas irregularidades mencionadas.

Posições e argumentos

Defensores das companhias afirmam que tarifas adicionais poderiam atrair novas empresas, ampliar a competição e reduzir o preço das passagens no longo prazo. Em contraste, críticos destacam que medidas semelhantes, como a cobrança por despacho de bagagem e marcação de assentos, não trouxeram benefício econômico efetivo ao passageiro em um mercado concentrado.
A prática anterior de autorizar cobranças por despacho de bagagem e marcação de assentos não trouxe benefício econômico efetivo ao passageiro, que segue pagando valores elevados.
Regiane Freire

Andamento legislativo

A Câmara dos Deputados aprovou projeto que restabelece a gratuidade do despacho de bagagens em voos nacionais e internacionais operados no Brasil e encaminhou o texto ao Senado. O release observa que, sem a reação do Congresso, seria plausível que as companhias tentassem, em seguida, impor tarifas sobre bagagens de mão em voos domésticos.

Impacto para passageiros

O debate ultrapassa a verificação da legalidade formal da cobrança e centra-se no equilíbrio entre direitos dos passageiros e sustentabilidade econômica das empresas. Consumidores e entidades pedem que políticas tarifárias não privilegiem interesses corporativos em detrimento da proteção ao consumidor, princípio fundamental nas relações de consumo. [caption id="attachment_11965" align="alignnone" width="720"]Regiane Freire Regiane Freire, advogada especialista em direito processual civil.[/caption]
Fonte: Regiane Freire
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