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Suspeita de censura em Sumaré: apreensão de jornais na eleição de 2024 é investigada

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Suspeita de censura em Sumaré: apreensão de jornais na eleição de 2024 é investigada

Um episódio ocorrido durante o período eleitoral de 2024 em Sumaré passou a ser investigado pela Justiça e levanta dúvidas sobre possível abuso de autoridade e violação à liberdade de expressão após a apreensão de exemplares do Jornal Spasso Cidades no bairro Matão.

Apreensão ocorreu durante distribuição de jornais

De acordo com documentos constantes em inquérito policial, a ocorrência começou em 18 de outubro de 2024, quando materiais impressos do jornal eram distribuídos à população. A ação foi interrompida após abordagem envolvendo integrantes de campanhas políticas e a Guarda Municipal.

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Segundo os autos, cerca de 4.200 exemplares foram apreendidos. O conteúdo fazia referência ao cenário político local, com menções ao então candidato Willian Souza.

Versões divergentes sobre a abordagem

O coordenador de campanha do então candidato a prefeito pelo PT, Willian Souza, Roberto Batista Vensel, relatou à Polícia Civil que recebeu informações sobre a circulação de um suposto jornal com conteúdo considerado falso e prejudicial ao candidato.

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Ele afirmou que, ao verificar a situação no local, acionou a Guarda Municipal, que realizou a abordagem e a apreensão dos materiais. Durante a ocorrência, foram identificados veículos com grande quantidade de jornais e pessoas envolvidas na distribuição, sendo parte do material encaminhada ao 4º Distrito Policial de Sumaré.

Por outro lado, relatos presentes no boletim de ocorrência apontam versão distinta. Distribuidores afirmaram que realizavam atividade regular de entrega de material jornalístico quando foram abordados por pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores, seguidas pela intervenção da Guarda Municipal.

Há ainda alegações de constrangimento e interrupção da atividade profissional. Outro ponto que consta nos autos diz respeito à suposta justificativa para a apreensão. Segundo depoimentos, teria sido mencionada uma ordem da Justiça Eleitoral ou do Ministério Público. No entanto, posteriormente, foi relatado que não havia confirmação formal de tal determinação.

Ministério Público e jornal acionam a Justiça

Diante dos fatos, o Ministério Público do Estado de São Paulo requisitou, em junho de 2025, a instauração de inquérito policial para apurar a conduta de Roberto Batista Vensel, especialmente em relação a possíveis excessos na atuação durante a ocorrência.

O Jornal Spasso Cidades ingressou no processo como parte interessada, alegando ter sido vítima de violação à liberdade de imprensa e à livre circulação de informação. A ação judicial sustenta que a apreensão ocorreu sem ordem judicial formal e levanta hipóteses de crimes como abuso de autoridade, constrangimento ilegal e censura prévia.

Investigação segue em andamento

O caso tramita na 2ª Vara Criminal da Comarca de Sumaré e ainda está em fase de investigação. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as responsabilidades dos envolvidos.

A apuração busca esclarecer as circunstâncias da abordagem, a legalidade da apreensão dos materiais e a eventual existência de excessos por parte dos agentes envolvidos no episódio.

O processo segue sob análise para apurar as circunstâncias da abordagem e a legalidade da apreensão dos materiais distribuídos no bairro Matão.

Fonte: Da redação

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