A ação, coordenada pelo Ministério da Saúde, mobiliza todas as unidades da rede municipal para a busca ativa de casos suspeitos, inclusive aqueles que ainda não foram notificados.
O trabalho envolve revisão de prontuários, fichas e registros, monitoramento de atendimentos e investigação de sintomas compatíveis com as doenças. A medida busca avaliar a sensibilidade do sistema de vigilância epidemiológica e garantir a detecção e investigação de possíveis casos em tempo oportuno.
A mobilização prevê três modalidades de busca ativa:
- Busca Ativa Institucional (BAI) – revisão de prontuários, fichas e registros em unidades públicas e privadas de saúde;
- Busca Ativa Comunitária (BAC) – visitas domiciliares e ações em escolas, creches, igrejas e outros espaços comunitários;
- Busca Ativa Laboratorial (BAL) – análise, pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), de amostras laboratoriais investigadas para arboviroses, com ampliação da detecção de casos suspeitos.
Segundo a Secretaria de Saúde, a estratégia tem como objetivo garantir a manutenção do status do Brasil como país livre do sarampo e da rubéola, por meio da identificação rápida de casos suspeitos e do fortalecimento da capacidade de resposta dos serviços de saúde.
Apesar de o país manter a eliminação do sarampo e da rubéola, a vigilância precisa permanecer ativa. A redução das coberturas vacinais e o aumento de casos em outros países elevam o risco de reintrodução dos vírus.
Na última semana, o Departamento de Atenção Primária à Saúde (DAPS), em conjunto com a Central de Imunobiológicos, realizou um treinamento com equipes de todas as unidades de saúde do município. O encontro apresentou orientações técnicas para o 5º Dia de Mobilização Nacional de Buscas Ativas de Sarampo e Rubéola e alinhou os procedimentos adotados durante a estratégia.
A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo e a rubéola. A vacina tríplice viral, ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra sarampo, rubéola e caxumba. O esquema do Calendário Nacional de Imunizações prevê a primeira dose aos 12 meses e a vacina tetra viral aos 15 meses.
Pessoas de 5 a 29 anos com esquema vacinal incompleto devem receber duas doses. Entre 30 e 49 anos, a recomendação é de uma dose. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses, independentemente da idade.
A orientação é que a população procure uma unidade de saúde diante de sintomas suspeitos. Os principais sinais do sarampo incluem febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e olhos avermelhados. Já a rubéola pode provocar febre, manchas na pele e aumento dos gânglios.
A detecção precoce é uma das principais estratégias para prevenir surtos e proteger a população.
Fonte: Prefeitura de Sumaré.




