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Secretário de Nova Odessa entra na mira de investigação sobre elo do PCC com prefeituras

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Secretário de Nova Odessa entra na mira de investigação sobre elo do PCC com prefeituras

A inclusão do nome do secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico e Promoção Social de Nova Odessa, Mateus Rosa Tognella, em uma operação da Polícia Civil que apura a atuação do PCC em estruturas públicas colocou o município no centro de uma investigação sensível sobre suspeitas de infiltração criminosa em administrações municipais.

Na segunda-feira (27), agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes cumpriram mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao investigado, em Campinas. Durante a ação, foram recolhidos celulares e computadores, que agora passam por análise, etapa considerada central para o avanço da apuração.

Segundo as investigações, a facção criminosa teria estruturado um chamado núcleo político com o objetivo de acessar recursos públicos e conferir aparência legal a valores obtidos de forma ilícita. A apuração também aponta indícios de tentativa de influência em processos eleitorais por meio do financiamento de candidaturas.

Tognella possui trajetória em administrações públicas da região. Ele atuou na Prefeitura de Campinas entre 2013 e 2021, ocupando cargos técnicos em diferentes gestões, e atualmente também preside o diretório do PSB em Nova Odessa. A investigação, segundo informado pelas administrações envolvidas, trata de fatos anteriores à sua atuação no município.

A Prefeitura de Campinas destacou que o investigado não mantém vínculo com a administração desde o início de 2021. Já o deputado federal Jonas Donizette afirmou que Tognella não integra mais sua equipe e que a investigação não guarda relação com seu mandato.

"A simples menção nominal em elementos informativos não constitui prova."

Defesa de Mateus Rosa Tognella

Em nota, a defesa do secretário afirmou a necessidade de respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência. A Prefeitura de Nova Odessa declarou não ter conhecimento prévio dos fatos investigados e informou que não há registros que desabonem a conduta do servidor no exercício da função atual.

O caso não se restringe a um único município. De acordo com a Polícia Civil, outras pessoas ligadas a administrações públicas em diferentes regiões do estado também foram alvo da operação, indicando um possível padrão de atuação que ultrapassa limites locais e reforça a preocupação com a utilização de estruturas públicas para fins ilícitos.

A investigação segue em andamento e deve avançar a partir da análise dos materiais apreendidos. Até o momento, não há denúncia formal apresentada, e o caso permanece na fase de coleta de provas.

Fonte: Da redação.

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