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Rua fechada há oito meses volta ao centro do debate e expõe gargalo no trânsito de Nova Odessa

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Rua fechada há oito meses volta ao centro do debate e expõe gargalo no trânsito de Nova Odessa

A Rua Neusa Guedes Rodrigues, em Nova Odessa, voltou ao centro das discussões políticas e técnicas da cidade após um novo requerimento aprovado na Câmara Municipal durante a sessão desta semana.

Interditada há oito meses, a via foi projetada para criar uma nova ligação entre corredores urbanos do município, mas segue bloqueada pela Prefeitura.

Na prática, a rua funciona como continuidade da Avenida João Pessoa. O trajeto atravessa a Avenida Ampélio Gazzetta, passa nas proximidades do Fórum, da Câmara Municipal, de academia, escola infantil e igreja, e segue até a Avenida Dr. Eddy de Freitas Crissiúma, entre o Supermercado São Vicente e a unidade da Previdência Social, em frente à Rua Alice Gazzetta.

A obra foi pensada para ajudar a desafogar o cruzamento entre as avenidas Eddy de Freitas Crissiúma e Ampélio Gazzetta, um dos pontos mais críticos do trânsito de Nova Odessa, com registros diários de lentidão, filas e transtornos para motoristas. Comerciantes da região relatam prejuízos com a dificuldade de acesso e o congestionamento, que afasta clientes e dificulta operações de carga e descarga.

A área que permitiu o prolongamento da via foi desapropriada em 2015, durante a gestão do ex-prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza, em um processo que gerou um precatório superior a R$ 6 milhões aos cofres públicos. O fechamento da rua reacendeu questionamentos sobre mobilidade e sobre o custo político e financeiro da obra.

O vereador André Faganello (Podemos) protocolou requerimento pedindo explicações formais da Prefeitura sobre a interdição e defendendo medidas paliativas para reabertura do trecho, como a retirada das calçadas que impedem o acesso e a implantação de faixa de pedestres para garantir segurança no local.

“Se abriu e viu que funcionou, não era para ter fechado. A justificativa de acidentes e estouro de canos não convence.”

André Faganello, vereador

O vereador Paulinho Bichof (Podemos) também defendeu estudos técnicos para reorganizar o fluxo e facilitar a circulação na região. Já o presidente da Câmara, Oséias Jorge (PSD), criticou o histórico da obra e a condução do projeto.

“Tudo que começa errado, termina errado. Quem está pagando essa conta hoje é a população.”

Oséias Jorge, presidente da Câmara

Nos bastidores da política local, cresce a percepção de que uma obra de adequação viária, com ajustes de engenharia de tráfego, semáforos e reorganização de acessos, poderia transformar a Rua Neusa Guedes em uma alternativa para aliviar um dos principais gargalos urbanos da cidade. Por enquanto, a via segue fechada.

Fonte: Da redação.

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