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Reajuste aprovado não encerra crise e servidores contestam condução do Sindissu em Sumaré

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Reajuste aprovado não encerra crise e servidores contestam condução do Sindissu em Sumaré

A aprovação do reajuste de 4% para os servidores municipais de Sumaré, definida em assembleia na última quinta-feira (16), não encerrou o debate sobre o dissídio de 2026.

O desfecho da votação abriu uma nova frente de insatisfação dentro da categoria, que passou a questionar a condução do processo pelo Sindissu.

Embora o acordo tenha sido formalmente aprovado e encerrado a campanha salarial, servidores relatam que o resultado não refletiu a vontade real da maioria. As críticas se concentram na forma como a assembleia foi conduzida e na percepção de que houve interferências que influenciaram o resultado final.

Durante a reunião, houve manifestações intensas e divergências entre os presentes. Parte significativa da categoria se posicionou contra a proposta, considerada insuficiente diante da defasagem salarial acumulada ao longo dos anos. Ainda assim, o sindicato validou a aprovação do reajuste, o que gerou questionamentos sobre a legitimidade da decisão.

Um dos principais pontos levantados pelos servidores é a participação de cargos comissionados na votação. Segundo relatos, esses trabalhadores teriam comparecido em peso e votado favoravelmente à proposta, o que, na avaliação de parte da categoria, teria influenciado diretamente o resultado.

A presença desse grupo, que possui vínculo direto com a administração, passou a ser apontada como fator de possível desequilíbrio no processo. Também há críticas à forma de deliberação adotada, descrita por servidores como pouco transparente, com votação por levantamento de mãos e sem contagem detalhada. Esse formato ampliou a desconfiança sobre o resultado e alimentou a percepção de que a assembleia pode não ter representado fielmente a posição da maioria.

Nos bastidores, a avaliação é de que o sindicato teria conduzido a aprovação mesmo diante de resistência significativa, o que passou a ser interpretado por parte da categoria como uma manobra para garantir o fechamento do acordo.

A insatisfação ganha ainda mais peso quando inserida no contexto histórico da remuneração dos servidores municipais. A defasagem salarial se arrasta há anos, desde a gestão do ex-prefeito Dirceu Dalben, período marcado por cortes e ausência de reajustes capazes de recompor perdas inflacionárias.

Já no governo Cristina Carrara, a categoria chegou a pleitear um reajuste retroativo de 45%, mas não obteve êxito. Já durante a gestão de Luiz Dalben, os servidores também não conseguiram avançar na recomposição salarial, mantendo o cenário de perdas acumuladas.

Quem está aproveitando a situação para voltar à mídia é o ex-vereador Willian Souza. Derrotado nas últimas eleições para prefeito, Willian vem sendo ativo no acompanhamento da situação, se colocando ao lado dos servidores.

A postura gerou críticas, já que o parlamentar era chefe de governo de Luiz Dalben na Câmara e, durante a gestão do ex-prefeito, não conseguiu conquistar o reajuste retroativo para os servidores.

Com esse histórico, o dissídio de 2026 era visto por muitos como uma oportunidade de iniciar a recuperação dessas perdas. A aprovação de um índice considerado baixo, somada às controvérsias sobre o processo de votação, reforçou a percepção de que a defasagem pode continuar sem solução.

Mesmo com o acordo formalizado, o clima entre os servidores está longe de pacificado. Há expectativa de novas manifestações e possíveis desdobramentos, já que parte da categoria não reconhece o resultado como legítimo.

O episódio expõe uma crise de confiança entre servidores e representação sindical, em um momento em que a recomposição salarial segue como uma das principais demandas do funcionalismo municipal.

Fonte: Da redação.

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