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Politicando: escolhas eleitorais, saudosismo e alerta climático

Elaine AmaralElaine Amaral4 min de leitura

Você sabe?

Você sabe o que defende o seu candidato a deputado estadual e federal? Se ele defende a família, quais políticas públicas ele promove para a defesa da família? O aumento de renda, auxílio para estudantes, subsídio de itens de cesta básica, direitos trabalhistas para os mantenedores, educação de qualidade, segurança nas periferias? Ou ele defende submissão feminina, escola militar e a criminalização do aborto? Se ele defende a pátria, quais projetos ele tem para o país? Nacionalização dos recursos naturais, valorização das forças armadas, reindustrialização do país, infraestrutura ferroviária e portuária, exclusividade de empresas brasileiras na exploração de minérios raros e petróleo e defesa da soberania nacional? Ou ele defende bater continência para a bandeira americana, a taxação de Trump, fazer dancinha com o Milei, vender nossos recursos naturais para gringos, supersalários para militares aposentados e suas famílias e o sucateamento do nosso arsenal? Se ele defende Deus, qual aspecto da religiosidade ele promove? O amor ao próximo, a dedicação à caridade, o cuidado com os enfermos, a proteção das crianças e saciar a fome dos famintos? Ou ele defende o papel subalterno da mulher, a perseguição aos homossexuais, o enriquecimento de pastores, propagação da violência e da vingança? Pense muito bem antes de votar em lobo em pele de cordeiro!

Jogo complexo

Com as diversas pré-candidaturas se desenhando em nossa região, o eleitor passa a jogar um jogo extremamente complexo. Levando em conta em especial os deputados estaduais, qual será a decisão da maioria? Seria a de reeleger aqueles que já se conhece o trabalho, a competência e os ideais como Dirceu Dalben? Seria talvez a de eleger quem já tem ampla experiência no legislativo, como Décio Marmirolli ou Fininho? Seria a de escolher quem já comandou uma cidade inteira, como o Du Cazellato? Seria a de escolher alguém que tem laços mais estreitos com o governo federal, como Willian Souza? Seria a de votar em quem esteve sempre nos bastidores e agora quer um espaço ao sol, como os aventureiros? Ou seria a de votar em alguém de fora, de longe, mas que defende seus ideais e princípios, sejam eles o do conservadorismo ou do liberalismo?

Saudosismo

Circula em diversos grupos de Nova Odessa que o ex-prefeito Manoel Samartin pode voltar a disputar o cargo de prefeito na cidade. A primeira eleição para prefeito na cidade aconteceu em 1959, e em 1960 Alexandre Bassora assumiu como prefeito. Foi sucedido por Arthur Rodriguez Azenha e então por Ferrúcio Humberto Gazzetta. Daí então entrou Simão Welsh, que revezou com Manoel Samartin a prefeitura de 1973 até 1996, quando Zé Mário ganhou nas urnas. Zé Mário ficou apenas um mandato, voltando ao poder Simão Welsh, que foi sucedido por Samartin, que governou a cidade até 2012. Ao todo, Simão e Samartin foram prefeitos por quatro mandatos cada, totalizando 32 anos de governo. Independentemente da avaliação do governo Samartin e do período do “duunvirato” Welsh-Samartin, ter que recorrer a um prefeito da década de 1970 em pleno 2026 representa uma falência da política local. Significa que a cidade foi incapaz de produzir algum nome melhor nos últimos 50 anos.

O que fazem?

Todos estão avisando que o El Niño será devastador este ano. Ainda não estamos sofrendo a influência dele, e já vimos tempestades que arrasaram o interior, capital e litoral do estado. Fortes tempestades, alagamentos, deslizamentos, rajadas de vento e até mesmo ciclones são possibilidade, e agora eu te pergunto, o que as prefeituras da região estão fazendo? Quando você e sua família estiverem em risco, vocês sabem onde poderão se abrigar? Que lugar a prefeitura designou para o seu bairro para servir de abrigo? A quem você pode recorrer em caso de necessidade? Avaliando os serviços públicos da sua cidade, você acha que o município tem condições, estrutura e organização para auxiliar em uma emergência? Barco para resgatar alagados, equipes de resgate para retirar dos escombros, logística para distribuir roupas e alimentos? Ao longo das décadas, cientistas e especialistas alertaram sobre os riscos das mudanças climáticas, mas nossos governantes continuam queimando combustíveis fósseis, desmatando, minerando, tudo em nome do progresso. Valeu a pena? E toda essa venda do Brasil e de seus recursos, esses milhões de km² de pasto, vão pagar nosso revés? Que as nossas famílias sejam protegidas.

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