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Pedágios mudam em São Paulo e na RMC com reajuste de julho

2 min de leitura
Praça de pedágio em rodovia concedida de São Paulo.
Novas tarifas de pedágio entraram em vigor em julho nas rodovias concedidas de São Paulo.

Motoristas que circulam pelas rodovias concedidas de São Paulo começaram julho com novas tarifas de pedágio. A maior parte das alterações entrou em vigor à 0h de 1º de julho, após homologação da Artesp e conforme regras previstas nos contratos de concessão.

Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), o reajuste não foi uniforme. Praças usadas em deslocamentos diários ficaram mais caras, enquanto ao menos uma tarifa regional caiu com a reorganização da concessão.

No Sistema Anhanguera-Bandeirantes, administrado pela Motiva AutoBAn, as tarifas de Nova Odessa e Sumaré passaram de R$ 12,10 para R$ 12,80. Na Via Anhanguera (SP-330), Valinhos passou de R$ 13,60 para R$ 14,30. Em Campo Limpo/Caieiras, o valor passou de R$ 13,70 para R$ 14,50.

Na Rodovia Santos Dumont (SP-075), a Via Colinas informa que a praça de Indaiatuba passou a cobrar R$ 20,30 para veículos de passeio. A concessionária atribui o reajuste à variação acumulada do IPCA usada nos contratos.

Na Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), administrada pela Rota das Bandeiras, os novos valores em Paulínia passaram para R$ 12,60 na praça Paulínia A e R$ 17,50 na praça Paulínia B.

Já na Rodovia Adhemar de Barros (SP-340), a Renovias informa que a praça de Jaguariúna passou a cobrar R$ 8,80. O valor representa redução em relação à tarifa anterior e mostra que a mudança de julho não foi apenas de aumento em toda a região.

No Estado, o índice de referência informado por concessionárias para várias praças foi de 4,72%, correspondente ao IPCA usado nos contratos para o ciclo de 2026. No Sistema Anchieta-Imigrantes, principal ligação entre a capital e a Baixada Santista, a tarifa passou de R$ 38,70 para R$ 40,60.

As concessionárias afirmam que os recursos arrecadados financiam obras, conservação das rodovias, atendimento aos usuários e operação dos serviços. Parte da arrecadação também retorna aos municípios por meio do ISS incidente sobre as tarifas.

Para motoristas que usam as rodovias todos os dias, os novos valores mantêm o debate sobre o peso dos pedágios no orçamento de trabalhadores, transportadores e moradores da RMC. Em deslocamentos frequentes entre cidades da região, diferenças de poucos reais por praça podem representar gasto relevante ao longo do mês.

Da redação

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