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Moradores de Hortolândia e Paulínia voltam a relatar mau cheiro e gosto alterado na água da Sabesp

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Moradores de Hortolândia e Paulínia voltam a relatar mau cheiro e gosto alterado na água da Sabesp
Moradores voltaram a relatar mau cheiro e gosto alterado na água distribuída pela Sabesp

Moradores de Hortolândia e Paulínia voltaram a relatar problemas com a água distribuída pela Sabesp. O forte odor e o gosto alterado, que já haviam gerado uma onda de reclamações no mês de abril, reapareceram nas últimas semanas, reacendendo a preocupação de quem depende diariamente do abastecimento público.

As novas queixas foram destacadas em reportagem do Jornal da EPTV e envolvem relatos de moradores que afirmam sentir um cheiro intenso na água, além de um sabor desagradável. Em alguns casos, consumidores disseram ter receio de utilizá-la para beber, preparar alimentos ou até mesmo para higiene pessoal, diante da persistência do problema.

Embora os episódios tenham voltado a ocorrer agora, o problema está longe de ser novidade. Desde abril deste ano, moradores de diferentes cidades atendidas pelo mesmo sistema de abastecimento vêm registrando reclamações semelhantes. Na ocasião, Hortolândia, Paulínia, Monte Mor e outros municípios da região registraram centenas de manifestações relacionadas ao odor e ao gosto da água.

Na época, a Sabesp informou que a alteração seria provocada por compostos naturais presentes nos mananciais, como geosmina e MIB (metil-isoborneol), substâncias capazes de alterar o cheiro e o sabor da água sem comprometer sua potabilidade. Como medida corretiva, a companhia informou ter adotado carvão ativado no tratamento da água e garantiu que o problema havia sido solucionado.

Entretanto, o retorno das reclamações levanta questionamentos sobre a efetividade das medidas adotadas. Segundo moradores, o problema voltou a ser percebido há cerca de duas semanas, com relatos de forte odor em diversos bairros atendidos pelo sistema operado pela Sabesp. A companhia informou que está monitorando o abastecimento, realizando análises e orienta os consumidores que registrarem alterações a abrir protocolos para que equipes façam vistorias técnicas nos imóveis.

A situação também reacende um debate que ganhou força desde a privatização da Sabesp, concluída em 2024 pelo Governo do Estado de São Paulo. Desde então, episódios envolvendo interrupções no abastecimento, reclamações sobre qualidade da água e problemas operacionais passaram a gerar frequentes cobranças de moradores e de administrações municipais em cidades atendidas pela concessionária.

Em abril, por exemplo, a Prefeitura de Hortolândia chegou a notificar oficialmente a Sabesp, exigindo explicações técnicas, plano de contingência, transparência sobre as análises de qualidade da água e até compensação financeira aos consumidores afetados. Na ocasião, o município também determinou análises laboratoriais independentes e a limpeza preventiva de caixas d'água em escolas e unidades de saúde.

Embora a Sabesp continue afirmando que a água distribuída atende aos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde, a repetição das ocorrências faz com que a percepção de insegurança permaneça entre os consumidores. Para muitas famílias, a simples garantia técnica de que a água pode ser consumida não tem sido suficiente diante do forte odor e do gosto alterado relatados repetidamente.

Enquanto a concessionária apura a origem das novas reclamações, moradores aguardam uma solução definitiva para um problema que, passados vários meses desde os primeiros registros, continua voltando e afetando a confiança da população em um dos serviços públicos mais essenciais: o abastecimento de água.

Fonte: Da Redação

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