Monte Mor: Câmara rejeita contas de 2022 da gestão Brischi

A Câmara Municipal de Monte Mor rejeitou, durante a sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (8), as contas da Prefeitura referentes ao exercício de 2022, período administrado pelo ex-prefeito Edivaldo Brischi.
A decisão foi tomada por unanimidade pelos vereadores, que acompanharam o parecer desfavorável emitido anteriormente pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). A rejeição foi formalizada por meio da aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 11/2026, de autoria do presidente da Casa, vereador Beto Carvalho (PP).
Irregularidades apontadas pelo TCE-SP
O texto seguiu integralmente a recomendação do órgão fiscalizador estadual, que apontou uma série de irregularidades e deficiências na gestão administrativa daquele exercício. Durante a votação, Beto Carvalho ressaltou que o ex-prefeito teve garantidos os direitos ao contraditório e à ampla defesa ao longo da tramitação do processo.
Segundo ele, Brischi foi convidado a participar da análise realizada pelo Legislativo, mas optou por não comparecer. Em manifestação encaminhada por escrito à Câmara, o ex-prefeito defendeu a regularidade de sua gestão e argumentou que os apontamentos identificados seriam falhas pontuais, insuficientes para justificar a rejeição das contas.
Principais problemas identificados
No parecer que embasou a decisão dos vereadores, o conselheiro relator do Tribunal de Contas, Antonio Roque Citadini, destacou que o Ministério Público de Contas também se manifestou pela emissão de parecer desfavorável.
Entre os principais problemas apontados estão a ineficiência do sistema de controle interno da administração municipal, a existência de demanda reprimida na educação infantil, especialmente em creches, e longas filas de espera na área da saúde para cirurgias, consultas especializadas e exames, algumas ultrapassando oito anos.
Falta de medicamentos na rede pública.
Nomeação de servidores comissionados para cargos inadequados.
Recolhimento em atraso de encargos sociais.
Não aplicação da parcela diferida do Fundeb.
Reincidência de falhas já observadas em exercícios anteriores.
A decisão da Câmara encerra a análise política das contas de 2022 no âmbito municipal e reforça os apontamentos feitos pelos órgãos de controle sobre a gestão daquele exercício, marcado por problemas administrativos nas áreas de saúde, educação, finanças e estrutura de governança pública.
Da redação
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