Violência que vai muito além do físico
Segundo dados nacionais, quatro mulheres morrem todos os dias vítimas de violência. Na prática, isso significa que, a cada seis horas, uma mulher é assassinada simplesmente por ser mulher.
Mas a agressão não se limita ao corpo. A violência política também cresce e atinge mulheres que recusam manipulação, silenciamento e descredibilização. Esse tipo de ataque destrói reputações, abala o psicológico e tenta afastar mulheres dos espaços de poder e decisão.
Responsabilização e punição
A discussão sobre punição mais dura ganhou força após a Itália aprovar uma legislação que prevê prisão perpétua para casos de feminicídio. A medida reforça a ideia de que crimes dessa natureza exigem resposta máxima do Estado.
Feminicídio é covardia. É violência desigual. É a eliminação de uma mulher por simplesmente ser mulher.
Para a autora do texto, março não pode se limitar a flores, bombons e discursos simbólicos. O mês precisa ser de ação concreta, proteção real e compromisso com a vida.
O que as mulheres exigem
A mensagem é direta: não basta celebrar, é preciso garantir segurança, justiça e leis mais rígidas, com aplicação efetiva.
“Ser mulher é resistência”, afirma o texto, ao defender que respeito não se entrega em um buquê, mas se garante com proteção e justiça.
