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Fiscalização do TCE aponta problemas estruturais em almoxarifado de medicamentos de Sumaré; Prefeitura anuncia medidas corretivas

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Fiscalização do TCE aponta problemas estruturais em almoxarifado de medicamentos de Sumaré; Prefeitura anuncia medidas corretivas

Uma fiscalização surpresa do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo identificou problemas estruturais no almoxarifado da Secretaria de Saúde de Sumaré, responsável pelo armazenamento de medicamentos da rede pública municipal.

A vistoria ocorreu na última semana, durante a 2ª Fiscalização Ordenada de 2026. Segundo o TCE-SP, os auditores encontraram marcas de umidade nas paredes, rachaduras estruturais e presença de fezes de animais no piso, o que pode indicar a entrada de pombos no espaço de armazenamento.

A ação integrou uma operação simultânea realizada em 300 municípios paulistas, com apoio do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, para avaliar as condições das farmácias públicas e dos estoques municipais de medicamentos.

Em resposta aos apontamentos, a Prefeitura de Sumaré informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que recebeu as observações do Tribunal “com seriedade” e que as situações identificadas já foram encaminhadas para avaliação técnica e adoção imediata de medidas corretivas.

Segundo a administração municipal, os problemas envolvendo umidade, rachaduras e presença de resíduos no local estão sendo tratados dentro de um processo de reorganização estrutural da rede. A secretaria também afirmou manter compromisso com a segurança sanitária, a qualidade do armazenamento dos medicamentos e a transparência na gestão pública.

A pasta acrescentou que vem promovendo ações de modernização e melhorias operacionais em setores vinculados à Saúde, incluindo adequações estruturais em unidades e espaços de apoio logístico.

No cenário estadual, os dados preliminares da fiscalização apontaram um problema mais amplo. De acordo com o TCE-SP, todas as 300 cidades vistoriadas apresentaram algum tipo de irregularidade, desde falhas estruturais até desabastecimento de medicamentos.

O relatório inicial também apontou mais de R$ 4,3 milhões em medicamentos descartados no estado, principalmente por vencimento, além de falta de itens essenciais em cerca de 73% das farmácias municipais fiscalizadas.

O relatório final, com os detalhes individualizados de cada município, deve ser divulgado pelo Tribunal nas próximas semanas.

Fonte: Da redação.

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