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Emendas de Bruno Lima são investigadas enquanto Priscila Peterlevitz enfrenta impasse em Nova Odessa

3 min de leitura
Priscila Peterlevitz (União Brasil) e o deputado Bruno Lima (Podemos-SP)

PROTEÇÃO ANIMAL

O debate sobre recursos destinados à causa animal ganhou um novo capítulo após uma entidade que recebeu quase R$12 milhões em emendas parlamentares do deputado federal licenciado Bruno Lima (Podemos-SP) passar a ser investigada por suspeitas de irregularidades na execução de um programa de castração animal.

O caso chama atenção na região porque Bruno Lima é um dos principais nomes nacionais ligados à defesa animal e responsável pelo projeto que ficou conhecido como “Cadeia para Maus-Tratos”, uma das principais bandeiras de sua trajetória política. O parlamentar construiu sua imagem pública justamente em pautas relacionadas à proteção dos animais e combate aos maus-tratos.

A investigação envolve recursos destinados à Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social (CHC), entidade que executa o programa Castra+ em municípios paulistas. Segundo levantamento jornalístico, foram identificadas inconsistências em registros de animais atendidos, incluindo problemas relacionados a microchips e cadastros oficiais.

Entre os casos apontados estão registros sem identificação de tutores no sistema nacional, animais vinculados a dados inconsistentes e até cadastros com nomes incomuns, como um suposto tutor registrado como “Samsung A14”. Os fatos ainda estão sob apuração e os envolvidos terão direito a apresentar esclarecimentos.

O episódio ganha repercussão regional porque Bruno Lima é considerado um dos padrinhos políticos de nomes ligados à causa animal na região. O deputado ajudou a projetar lideranças como o vereador de Sumaré Alan Leal (PRD), eleito com forte atuação na pauta animal, e sua esposa, a vereadora de Nova Odessa Priscila Peterlevitz (União Brasil), que também construiu sua atuação política em torno da proteção dos animais.

Coincidentemente, o caso vem à tona no momento em que Priscila enfrenta um embate envolvendo uma emenda impositiva de R$300 mil destinada à AAANO (Associação Amigos dos Animais de Nova Odessa). A entidade não recebeu o recurso após a Prefeitura apontar um problema técnico na indicação da verba.

Segundo a administração municipal, a emenda teria indicado como origem recursos do SUS, o que não seria permitido para essa finalidade. A prefeitura afirma que comunicou a vereadora sobre a necessidade de correção da fonte do recurso, mas a alteração não teria sido realizada dentro do prazo.

A AAANO, por sua vez, contestou a decisão e afirmou que a não execução da emenda prejudica o trabalho desenvolvido pela entidade, acusando a administração de realizar uma possível manobra para impedir o repasse.

O governo municipal nega irregularidades e afirma que outras emendas destinadas à associação foram pagas normalmente, sendo este caso específico decorrente de um impedimento técnico. A prefeitura também afirma que o pagamento nas condições originais poderia gerar problemas legais.

A defesa animal, que foi uma das bandeiras responsáveis por eleger novos representantes políticos, agora enfrenta o desafio de mostrar que os recursos destinados ao setor chegam efetivamente onde precisam: no atendimento e proteção dos animais.

Fonte: Da redação.

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