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Disputa estadual de 2026 mede força de três grupos em Sumaré

3 min de leitura
Rafael Virginelli ex-secretário municipal de Saúde, Dirceu Dalben, ex-prefeito de Sumaré, ex-vereador e atual deputado estadual por dois mandatos, Willian Souza
Rafael Virginelli, Dirceu Dalben e Willian Souza representam campos políticos que devem medir força em Sumaré na disputa estadual de 2026.

A eleição para deputado estadual em 2026 deve ir além da disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em Sumaré, a votação tende a funcionar como um termômetro da força dos três grandes grupos políticos que disputam espaço na cidade.

Pela primeira vez depois da eleição municipal de 2024, os campos ligados a Henrique do Paraíso, Dirceu Dalben e Willian Souza terão nomes colocados à prova em uma disputa estadual. O desempenho de cada pré-candidatura deve indicar quem manteve, ampliou ou perdeu influência junto ao eleitorado local.

O grupo do prefeito Henrique do Paraíso terá como nome Rafael Virginelli, ex-secretário municipal de Saúde. A escolha transforma a disputa em uma avaliação indireta da capacidade do governo municipal de transferir apoio político para um aliado.

Como Henrique não será candidato, Virginelli assume o papel de representar o projeto político do atual governo fora do ambiente administrativo. A votação deve mostrar se a estrutura construída desde a vitória municipal tem força suficiente para eleger um representante na Assembleia.

Do outro lado está o grupo liderado por Dirceu Dalben, que decidiu colocar o próprio nome nas urnas. Ex-prefeito de Sumaré, ex-vereador e deputado estadual por dois mandatos, Dirceu busca permanecer no Legislativo paulista em uma eleição estratégica para sua trajetória.

A disputa tem peso especial porque acontece depois de derrotas importantes para o grupo dos Dalben nas eleições municipais. Em 2024, o campo político ligado à família perdeu a Prefeitura de Sumaré e também sofreu revés em Paulínia, onde mantinha influência histórica.

Agora, Dirceu tenta reorganizar sua base e demonstrar que ainda conserva força política em Sumaré e na região. A aposta está no reconhecimento acumulado ao longo da atuação municipal e estadual.

O terceiro grupo é liderado por Willian Souza, do PT. Ex-vereador e uma das principais lideranças petistas da região, ele chega ao ciclo de 2026 depois de ter sido o segundo colocado na disputa pela Prefeitura de Sumaré em 2024.

Para Willian, a eleição estadual servirá como uma nova medição de popularidade. A votação poderá mostrar se o desempenho municipal impulsionou sua projeção política ou se o movimento perdeu força depois da eleição.

Dentro do campo progressista, a disputa também envolve espaço regional. Willian deve concorrer por votos com nomes já consolidados da esquerda na região, incluindo Ana Perugini, além dos adversários dos demais campos políticos.

O resultado de 2026 não será importante apenas para definir quem conquista uma vaga. Em Sumaré, a votação de cada nome será lida como uma fotografia do momento político da cidade.

A quantidade de votos obtida por cada pré-candidatura poderá indicar qual grupo conseguiu maior influência, mobilização e conexão com o eleitorado nos dois anos seguintes à eleição municipal.

A disputa de 2024 reorganizou forças, criou novos protagonistas e encerrou ciclos. Agora, a eleição estadual será o primeiro grande teste para medir o tamanho real dessas estruturas políticas.

Mais do que uma corrida por vaga na Assembleia, a eleição para deputado estadual deve revelar quem chega com mais capital político para os próximos capítulos da política sumareense.

Da redação

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