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Politicando: velhos grupos, BRK e o debate sobre a escala 6x1

O domínio de velhos grupos em Sumaré, críticas à BRK e o embate político em torno do fim da escala 6x1.

Redação SPASSO3 min de leitura

Sempre os mesmos

Nas redes sociais, apontar o dedo é fácil, mas se olharmos para as últimas três décadas de Sumaré, um grupo político é dominante na cidade. Dalben governou de 1997 a 2004 como prefeito, e foi substituído pelo seu então vice-prefeito, Antônio Bacchim. Bacchim por sua vez governou a cidade por dois mandatos, sendo sucedido por Cristina Carrara, cujo vice foi Luiz Dalben. Depois de Cristina, Dalben filho governou a cidade por mais oito anos. O atual prefeito, Henrique, foi vice de Luiz e agora governa a cidade. Por que Dalben tanto reclama da forma como a cidade é ou foi governada, se de uma forma ou de outra, seu grupo político sempre esteve envolvido?

Não precisa disso

Dirceu Dalben faz um bom trabalho por Sumaré como deputado. Se falhou como prefeito ou se seu filho foi incompetente, não vem ao caso, mas como deputado ele faz sim um trabalho decente. Dalben não precisa atacar adversários, criar situações ou inventar histórias para provar o seu valor. Basta manter o bom trabalho, que sua carreira está a salvo. O problema de Dirceu é querer empurrar goela a baixo o seu filho, seu cunhado e seus demais parentes. Isso não dá para engolir. Às vezes o fruto cai sim muito longe da árvore, e não é porque um é um político ok que o outro também vai ser.

Disputa

Desde a morte do finado Angelo Perugini, o legado de Hortolândia vem sendo disputado. De um lado Zezé Gomes, herdeiro político direto de Ângelo, e do outro Ana Perugini, ex-esposa e também herdeira política natural dele. Um é prefeito, a outra deputada. O grupo de Zezé sofreu um baque forte com a prisão e afastamento do vice Cafu, e essa mancha jamais será apagada. Enquanto isso, Ana cresce mais na cidade, região e dentro do PT. Enquanto os grupos levam uma batalha silenciosa entre si, seus apoiadores se matam nas redes sociais. Será que Hortolândia não percebe que tem muito mais a perder com esse embate do que a ganhar? Será que a cidade quer virar uma Sumaré da vida?

BRK

Herança da nem tão saudosa Cristina Carrara, a concessão do DAE é uma grande dor de cabeça para Sumaré. Problemas cada vez mais constantes, asfalto destruído, falta de água e muitos outros desafios vieram com a terceirização. Enquanto a BRK deita e rola, a cidade sofre. A prefeitura nada pode fazer, a Câmara segue em silêncio, e o povo é quem paga a conta. E conta alta ainda! Será que um dia esse pesadelo acaba?

Escala 6x1

Será que agora, apesar da sabotagem da extrema-direita, a escala 6x1 vai acabar? O povo está cansado de jornadas exaustivas. Pais e filhos querem passar mais tempo juntos, jovens querem tempo para curtir seu lazer, e nem na igreja o fiel está mais conseguindo ir com essa escala cruel. Enquanto um lado se une pelo trabalhador, o outro se une contra. Mesmo com estudos indicando impacto positivo da mudança, políticos que trabalham só três dias na semana querem que você continue se matando 6 dias por semana. Como alguém com coração pode ser contra a redução da jornada de trabalho?

(Da Redação)

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