Sumaré reconhece pressão por vagas em creches, reforça monitoramento e diz seguir parâmetros da rede municipal
Sumaré admite pressão por vagas em creches e diz monitorar a rede, enquanto estudo aponta turmas acima do parâmetro ideal na educação infantil.
Um levantamento nacional divulgado pelo IEDE, com base em dados do Censo Escolar de 2024, colocou Sumaré no debate regional sobre a educação infantil.
Segundo o estudo, 64% das unidades de creche do município operam com proporção de crianças por professor acima do parâmetro considerado ideal. O índice é menor que os registrados em Hortolândia e Santa Bárbara d'Oeste, onde o levantamento aponta 100% das unidades nessa condição, mas acima de cidades como Americana e Nova Odessa, que aparecem dentro dos limites indicados.
Na pré-escola, que atende crianças de 4 e 5 anos, o estudo aponta que 85% das turmas de Sumaré também estariam acima da proporção recomendada, um dos índices mais altos da região.
Procurada sobre os dados, a Prefeitura de Sumaré, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informou que a rede segue a legislação vigente e mantém acompanhamento constante da demanda escolar. Segundo a administração, nas creches o atendimento ocorre por meio do Programa Pró-Educação (Proeb), com critérios próprios de organização.
De acordo com a pasta, o município trabalha com até 10 bebês no Berçário 1, acompanhados por dois profissionais, até 15 crianças no Berçário 2 e até 20 alunos nas turmas de maternal, além da presença de equipes de apoio. A secretaria também afirmou que realiza monitoramento contínuo das unidades e reposição de profissionais sempre que necessário.
O estudo reacende um debate que vem crescendo em diversas cidades da região sobre como ampliar o acesso às creches sem comprometer a qualidade do atendimento. Especialistas ouvidos na pesquisa apontam que o aumento da demanda ao longo do ano, somado à dificuldade de contratação de professores e à necessidade de acompanhamento mais individualizado na primeira infância, tem pressionado redes públicas em todo o país.
Mesmo com os desafios apontados pelo levantamento, Sumaré destaca que vem acompanhando permanentemente a evolução das matrículas e promovendo ajustes internos para garantir atendimento às famílias que buscam vagas na educação infantil.
Fonte: Da redação.
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