Spasso Cidades
Colunistas

Radar de Negócios: tarifa dos EUA ameaça indústrias e Viracopos amplia cargas

Marcelo OliveiraMarcelo Oliveira4 min de leitura

Tarifaço dos EUA deve afetar indústrias da região

As empresas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) exportaram no mês de maio US$ 534,38 milhões (cerca de R$ 2,76 bilhões). Aproximadamente 21% das vendas tiveram como destino os Estados Unidos, um dos principais parceiros comerciais do País. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os números dão uma dimensão do impacto que a taxação de 25% imposta pelo governo Donald Trump a produtos nacionais pode acarretar para as empresas regionais.

Carnes preparadas e pneumáticos na lista dos setores mais afetados

Um levantamento realizado pelo Observatório PUC-Campinas revela que alguns setores empresariais da RMC devem ser mais afetados com as novas tarifas. Dentre eles lideram as listas dos maiores prejudicados as indústrias de carnes preparadas (US$ 116 milhões exportados – 84,2% das vendas totais para o exterior – nos últimos doze meses), pneus recauchutados e usados (US$ 42,8 milhões, ou 81,6% de todas as vendas), partes de motores e geradores elétricos (US$ 25,5 milhões, equivalente a 78,5% dos negócios exportados).

Resultado do tarifaço foi negativo, diz Amcham

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), que tem a região de Campinas e Interior com o maior número de empresas associadas no País, diz que a decisão do governo dos Estados Unidos, divulgada em 15 de julho, de aplicar sobretaxas de 25% sobre cerca de 3 mil produtos, consiste em um resultado muito negativo para a relação bilateral. “A medida coloca o Brasil entre os países com condições mais restritivas no mundo para acessar o mercado norte-americano, afetando duramente mais de US$ 11 bilhões em exportações industriais e do agronegócio. Esse tratamento contrasta com o crescente superávit comercial dos Estados Unidos com o Brasil — de US$ 41,8 bilhões em bens e serviços em 2025 — e com o baixo patamar das tarifas efetivamente aplicadas pelo Brasil aos produtos norte-americanos.”

Viracopos: movimento de cargas cresce 11,63% em cinco meses

O Aeroporto Internacional de Viracopos vive um ano de forte expansão na movimentação de cargas. Dados divulgados nesta semana pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que o movimento de cargas aéreas no terminal regional registrou alta de 11,63% no acumulado de janeiro a maio na comparação com o mesmo período de 2025. Nos cinco meses, passaram pelo aeroporto 122.484 toneladas de produtos. O crescimento se deve a diferentes segmentos, como importação geral (+3,74%), exportação (+11,09%) e remessas expressas (+30,5%).

Terminal deve receber novo armazém para cargas farmacêuticas

Um dos segmentos em forte crescimento no Aeroporto Internacional de Viracopos é o setor farmacêutico, devido ao polo farmacêutico instalado na região. Prevendo aumento ainda maior na movimentação de cargas do setor nos próximos anos, a empresa que administra o Aeroporto vai construir um novo armazém dedicado à importação de produtos para essas indústrias.

Investimento previsto é de R$ 50 milhões

Em entrevista para o jornal O Globo, Maria Fan, diretora Comercial de Viracopos, informou que serão investidos R$ 50 milhões no novo espaço. A concessionária também mantém projetos de expansão e modernização para atender às novas demandas e vem disponibilizando áreas para novos galpões logísticos, afirmou ela.

Aluguel comercial em Campinas sobe menos que o residencial em 2026

O valor do aluguel comercial na cidade de Campinas registrou desaceleração em junho na comparação com maio, segundo o Índice FipeZAP, divulgado nesta terça-feira (21). O índice apurado foi de 0,07% ante alta de 0,18% do mês anterior. No acumulado de janeiro a junho, o preço teve alta de 2,26%, enquanto nos doze meses o reajuste chega a 8,44%, abaixo da média nacional (11,5%), mas supera a inflação nacional. Na comparação com os preços dos imóveis residenciais, a alta acumulada em 2026 ficou bem abaixo, quando comparada aos 6,58% do aluguel residencial.

Fonte: Marcelo Oliveira

CompartilharWhatsAppFacebookX / Twitter

Comentários

Participe da conversa

Entre para comentar

Escolha Google ou receba um código no seu e-mail.

Veja Também