Spasso Cidades
Estilo de Vida

Primavera acende alerta para alergias e problemas de pele em cães e gatos

A chegada da primavera altera as condições climáticas e eleva a circulação de alérgenos e parasitas, exigindo atenção redobrada dos tutores para a saúde da pele de cães e gatos. Coceira persistente, vermelhidão, descamação e lambedura excessiva estão entre os principais sinais de dermatites e reações alérgicas que demandam avaliação profissional.

3 min de leitura
Profissional de medicina veterinária com luvas azuis examinando a pele e os pelos de um gato
A mudança de temperatura e o aumento de parasitas na primavera favorecem quadros de dermatite e alergias em pets. (Foto: Divulgação / Freepik)

A chegada da primavera altera as condições climáticas e eleva a circulação de alérgenos e parasitas, exigindo atenção redobrada dos tutores para a saúde da pele de cães e gatos. Coceira persistente, vermelhidão, descamação e lambedura excessiva estão entre os principais sinais de dermatites e reações alérgicas que demandam avaliação profissional.

Com as variações de temperatura e umidade típicas da estação das flores, animais com predisposição genética ou sensibilidade imunológica podem apresentar crises agudas ou agravamento de doenças de pele já existentes. O desconforto afeta o sono, a disposição e a rotina do pet, tornando a prevenção e a observação atenta os melhores caminhos para o bem-estar animal.

Sinais de alerta: quando a coceira deixa de ser comum

O médico-veterinário Francis Flosi, diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, ressalta que a mudança de estação é o momento propício para reforçar o olhar preventivo. Segundo o especialista, a coceira frequente não deve ser ignorada nem tratada como um mero incômodo passageiro.

“A chegada da primavera não significa que todos os animais terão problemas de pele, mas é um período importante para observar mudanças no comportamento e na pelagem. Quando a coceira ou outros sinais persistem, é fundamental buscar avaliação veterinária para identificar a causa exata”, pontua Flosi. “A coceira é um sinal clínico, não uma doença isolada. Ela pode ter origens muito distintas, e investigar a causa primária é a única forma de garantir um tratamento eficaz.”

Além do ato de se coçar, os tutores devem verificar áreas sensíveis como a barriga, as axilas, as patas e as orelhas. Vermelhidão cutânea, perda localizada de pelos, crostas, feridas decorrentes do ato de arranhar e sacudidelas constantes de cabeça indicam que o animal precisa de cuidados médicos imediatos.

Reações alérgicas e a ameaça das pulgas

Entre os principais desencadeadores de dermatites na primavera estão as alergias ambientais — a pólens, gramíneas e ácaros — e a clássica DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulga). Em cães e gatos hipersensíveis, a saliva de uma única pulga é suficiente para deflagrar uma reação inflamatória severa, com coceira desesperadora e perda de pelos concentrada no dorso e na base da cauda.

Prevenção contínua contra ectoparasitas

O controle de pulgas e carrapatos precisa ser rigoroso e contínuo durante o ano todo, mas ganha urgência renovada nos meses mais quentes. A escolha do método preventivo — sejam comprimidos mastigáveis, coleiras repelentes ou pipetas tópicas — deve respeitar as particularidades de cada animal.

“A prevenção contra ectoparasitas precisa ser uma rotina ininterrupta. O produto adequado e a frequência de aplicação devem ser sempre definidos considerando a espécie, a idade, o peso e as condições clínicas individuais do pet, sob estrita orientação veterinária”, enfatiza o especialista.

Perigos da automedicação com remédios humanos

Diante do sofrimento do animal, muitos tutores cometem o erro de aplicar pomadas caseiras, loções de uso humano ou sobras de antibióticos e anti-inflamatórios prescritos anteriormente. Essa prática traz riscos severos de intoxicação, alergias medicamentosas e até falência hepática ou renal, especialmente em felinos.

“O que é seguro para uma espécie ou para um ser humano pode ser extremamente tóxico para outra. Cães e gatos metabolizam fármacos de maneira completamente diferente. Por isso, nenhuma medicação deve ser administrada sem diagnóstico e prescrição formal”, adverte Francis Flosi.

Serviço

Dr. Francis Flosi
Médico-veterinário e diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas.
Instituição especializada em formação, extensão e pós-graduação em Medicina Veterinária e Dermatologia Animal.

(Fonte: Daniela Nucci / Faculdade Qualittas)

CompartilharWhatsAppFacebookX / Twitter

Comentários

Participe da conversa

Entre para comentar

Escolha Google ou receba um código no seu e-mail.

Veja Também