Hospital veterinário em Campinas registra aumento de casos
No Hospital Veterinário Taquaral (HVT), em Campinas, a equipe já observa um aumento significativo de atendimentos por esse tipo de problema nesta época do ano.
Tosse persistente em cães, espirros frequentes em gatos, secreções nasais e oculares, apatia e redução do apetite estão entre os sinais mais comuns.
Segundo o médico veterinário Dr. Gleison Mota Ribeiro, a sazonalidade influencia diretamente esse cenário. O outono favorece a disseminação de agentes infecciosos, já que os animais passam mais tempo em ambientes fechados, o que amplia o risco de transmissão.
Vacinação é apontada como principal forma de proteção
Nesse contexto, a vacinação aparece como uma das principais estratégias de proteção. A recomendação é manter a imunização anual e, sempre que possível, garantir que ela seja feita antes da chegada do frio, para que o organismo tenha tempo de desenvolver uma resposta imunológica adequada.
As vacinas são específicas para cada espécie. Em cães, a proteção contra doenças respiratórias inclui agentes como o vírus da influenza canina e a bactéria Bordetella bronchiseptica, associada à tosse dos canis.
Já nos gatos, as vacinas múltiplas atuam contra doenças como rinotraqueíte e calicivirose, que também afetam o sistema respiratório.
Filhotes, idosos e animais com baixa imunidade exigem atenção
Filhotes, idosos e animais com a imunidade comprometida estão entre os mais suscetíveis a complicações. Em alguns casos, a gripe pode evoluir para pneumonia ou broncopneumonia, especialmente quando não há tratamento adequado.
Na rotina clínica, os sinais também costumam variar entre as espécies. Nos cães, a tosse seca e persistente costuma ser o principal sintoma. Já nos gatos, os quadros tendem a ser mais amplos, com espirros, secreções oculares e nasais e maior comprometimento do estado geral.
Cuidados simples ajudam a reduzir o risco
Além da vacinação, medidas simples ajudam a reduzir o risco de infecção: evitar correntes de ar frio, manter os ambientes limpos e ventilados, oferecer alimentação adequada e reduzir o contato com animais doentes.
Outro cuidado importante é respeitar o momento certo da imunização: animais com sintomas não devem ser vacinados, e o ideal é aguardar a recuperação completa antes de retomar o protocolo.
As reações às vacinas, quando ocorrem, costumam ser leves e passageiras, como discreta febre, apatia ou sensibilidade no local da aplicação.
Com eficácia que pode chegar a até 90% na redução de quadros mais severos, a vacinação contribui para proteger o pet e também para diminuir a circulação dos agentes infecciosos.
Prevenção continua sendo a melhor forma de cuidado
A prevenção segue como a melhor forma de cuidado no outono e no inverno. Manter a vacinação em dia e observar qualquer mudança no comportamento do animal fazem toda a diferença.
As vacinas são específicas para cada espécie e ajudam a reduzir o risco de complicações respiratórias, especialmente em períodos de maior circulação de agentes infecciosos.
Fonte: AMZ Comunicação


