Uso excessivo de telas e sinais de dependência digital exigem atenção de pais e responsáveis
O uso excessivo de telas e de plataformas de jogos online entre crianças e adolescentes é o foco de um alerta apresentado em release do Hospital Santa Mônica, que cita o Roblox como exemplo de ambiente digital com potencial impacto sobre sono, desempenho escolar, humor e saúde mental quando o uso é prolongado e sem supervisão.
Segundo o material, o Roblox é uma plataforma de jogos online criada em 2006, na qual usuários podem desenvolver jogos e interagir em ambientes virtuais. O texto destaca que o modelo combina jogos imersivos, interação por chat, compras internas e sistema de recompensas, e afirma que o risco estaria no uso prolongado, na ausência de supervisão e na exposição a ambientes que podem não ser adequados à faixa etária.
O release também cita orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde sobre tempo de tela e exposição a dispositivos digitais. De acordo com o texto, a OMS recomenda tempo de tela equilibrado e supervisionado, com orientações por faixa etária, e o Ministério da Saúde alerta para os efeitos do comportamento sedentário e da exposição excessiva à tecnologia na infância e adolescência.
Entre os sinais de alerta listados estão perda de controle sobre o tempo de jogo, irritabilidade intensa quando o acesso é retirado, queda no rendimento escolar, sono prejudicado, alimentação irregular e isolamento progressivo. O material também menciona que, em 2019, a OMS incluiu o Transtorno de Jogo na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), caracterizado por padrão persistente de comportamento de jogo com prejuízo significativo.
Além do tempo excessivo de uso, o texto cita outros fatores de risco em plataformas online, como cyberbullying, contato com desconhecidos, exposição a conteúdos inadequados, incentivo a micro transações e compras repetidas, e pressão social por performance. No caso do Roblox, o release afirma que, como usuários podem criar jogos, nem todos passam por curadoria rígida de conteúdo.
Na parte voltada à orientação familiar, o material diz que proibir radicalmente costuma gerar conflito e aponta como medidas possíveis estabelecer limites claros de tempo, manter o dispositivo fora do quarto à noite, ativar controle parental, conhecer os jogos usados pelos filhos e conversar sobre riscos online.
Sobre a busca por ajuda especializada, o release orienta procurar avaliação profissional quando houver crises de irritação severas, recusa escolar, isolamento social persistente, sintomas de ansiedade ou depressão, ou uso compulsivo associado a outras substâncias.
O texto inclui ainda uma explicação institucional sobre internação psiquiátrica no Hospital Santa Mônica, apresentada como medida indicada quando há prejuízo significativo e quando o tratamento ambulatorial não é suficiente.
Fonte: Hospital Santa Mônica.




