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Segurança do paciente: protocolos barram falhas hospitalares em Campinas

Estimativas da OMS e do Ministério da Saúde apontam que 10% dos pacientes internados sofrem incidentes não intencionais durante o tratamento, sendo que metade poderia ser evitada. No Setembro da Segurança do Paciente, o Centro de Oncologia Campinas intensifica protocolos e prontuário digital inteligente para blindar o cuidado.

3 min de leitura
Paciente em leito hospitalar com acesso venoso para infusão medicamentosa durante internação clínica

Estatísticas globais e a dimensão dos eventos adversos

Na rotina dos serviços de saúde, denomina-se evento adverso qualquer incidente ocorrido durante a assistência médica que resulte em danos não intencionais ao paciente, sem relação direta com a evolução natural da doença de base. Dados consolidados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam a gravidade do cenário: cerca de 134 milhões de eventos adversos são registrados anualmente em hospitais de países de média e baixa renda, contribuindo diretamente para aproximadamente 3 milhões de mortes em todo o planeta.

No Brasil, o documento de referência do Programa Nacional de Segurança do Paciente aponta que aproximadamente 10% dos pacientes internados sofrem algum tipo de evento adverso ao longo da hospitalização — e cerca de metade dessas falhas seria plenamente evitável. Os desvios ocorrem em diferentes etapas da jornada clínica, incluindo erros de dosagem ou administração de medicamentos, falhas na identificação do paciente na triagem, infecções hospitalares, quedas de leitos e inconsistências no preenchimento de prontuários.

A urgência de mitigar esses riscos motivou a criação do Setembro da Segurança do Paciente, cujo marco central é o Dia Mundial da Segurança do Paciente, instituído pela OMS em 17 de setembro sob o lema “Cuidados seguros durante toda a vida!”.

Vulnerabilidade na oncologia e barreiras preventivas

No contexto do tratamento oncológico, a proteção contra incidentes clínicos ganha caráter ainda mais crítico. Conforme pontua o médico oncologista Dr. Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas (COC), a integridade imunológica dos pacientes exige controle rigoroso de cada intervenção médica.

“Pacientes oncológicos enfrentam períodos de fragilidade imunológica severa decorrentes da quimioterapia, radioterapia ou da própria neoplasia. Para essas pessoas, uma infecção hospitalar secundária ou um erro de medicação não representa apenas um percalço administrativo: pode colocar a vida em risco ou desestruturar meses de um protocolo terapêutico rigoroso”, explica Medina.

Para assegurar a confiabilidade dos procedimentos, a unidade hospitalar desenvolve dinâmicas de capacitação contínua com as equipes multiprofissionais. “O foco é fortalecer as metas internacionais de segurança do paciente, estimulando os colaboradores a avaliarem criticamente sua própria linha de cuidado e bem-estar para manter a excelência operacional”, destaca Solange Oliveira, coordenadora de Qualidade e Gestão de Riscos do COC.

Prontuário eletrônico híbrido e suporte por inteligência artificial

Na vanguarda do combate a falhas evitáveis, a instituição investe na transformação digital da assistência por meio de um prontuário eletrônico oncológico híbrido. O sistema integra atendimento clínico, protocolos de pesquisa e indicadores de governança em um ecossistema único de dados, com atenção voltada à medicina de precisão orientada por biomarcadores genéticos.

A arquitetura tecnológica opera como barreira ativa de proteção: prescrições digitalizadas eliminam equívocos de grafia manual, enquanto algoritmos identificam interações medicamentosas potencialmente perigosas e dosagens fora da faixa terapêutica padrão. O registro integrado também blinda as passagens de plantão, assegurando que o histórico de intervenções permaneça acessível em tempo real.

“A trajetória oncológica é multifacetada: envolve consultas, exames radiológicos, sessões de quimioterapia e internações. Cada transição entre setores é um ponto de vulnerabilidade. O uso de protocolos padronizados de higienização, checagens duplas e inteligência digital garante que cada dado esteja no lugar certo, transformando prevenção em proteção real à vida”, conclui Medina.

Serviço

Centro de Oncologia Campinas (COC)
Portal oficial: oncologia.com.br
Instagram: @coc_oncologia

(Fonte: Centro de Oncologia Campinas / Sigmapress Assessoria de Comunicação)

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