Spasso Cidades
Colunistas

Radar de Negócios: data centers, Expoflora e avanço da EMS contra o diabetes movimentam a RMC

Marcelo OliveiraMarcelo Oliveira5 min de leitura

Região de Campinas lidera capacidade instalada de data centers no Brasil

Com o mercado doméstico em plena expansão e atraindo bilhões em investimentos, as regiões de Campinas e São Paulo / Barueri concentram mais de 50% dos data centers em operação no Brasil. É o que revela estudo realizado pela consultoria imobiliária JLL, publicado pelo portal Exame. A região de Campinas, com 316 MW, aparece na liderança nacional, à frente de São Paulo e Barueri, com 269 MW de capacidade instalada.

Aprovação do Redata pode impactar investimentos na RMC

Em meio às discussões e resistências de alguns setores, o Senado Federal aprovou nesta terça-feira (1º) o projeto de lei 278/26 que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), que segue para sanção presidencial. O destravamento do projeto pode impactar diretamente a Região Metropolitana de Campinas (RMC), com a chegada de novos empreendimentos, investimentos e empregos. Com 316 MW instalados, a região aparece na liderança nacional de data centers, com 99% de ocupação das plantas.

Expoflora e rodeio devem injetar R$ 75 milhões em bares e restaurantes da região

Dois grandes eventos que acontecem na Região Metropolitana de Campinas (RMC) devem impactar os negócios de diversos setores como alimentação fora do lar, hotelaria, empresas de serviços, dentre outros. A Expoflora, que teve início neste final de semana, e o Rodeo de Jaguariúna, ao longo de setembro, movimentam milhões de reais em um raio de até 160 quilômetros. Somente o setor de bares, restaurantes, padarias e comércios que vendem alimentos fora de casa projeta uma injeção de R$75 milhões em vendas ao longo do mês. Hotéis da região também devem ficar movimentados para atender a demanda do público.

Sem caixa, Heringer pede suspensão de cobranças na Justiça

A Heringer, uma das maiores fabricantes de fertilizantes do Brasil, volta a enfrentar dificuldades financeiras. Com caixa apertado, a empresa com unidade em Paulínia, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), pediu à Justiça do Estado de São Paulo procedimento de mediação com credores e a suspensão, por 60 dias, da cobrança de dívidas. A medida visa ganhar tempo e tentar uma negociação com credores, antes de ter de apelar a um pedido de recuperação judicial ou extrajudicial, que já bateu recorde neste ano no País.

Empresa saiu de recuperação judicial em 2022

Não é a primeira vez que a companhia enfrenta dificuldades. Em 2019, com dívidas na ordem de R$2 bilhões, a Heringer já havia pedido recuperação judicial. O plano foi homologado em fevereiro de 2020. A Justiça declarou encerrado o processo em março de 2022.

Justiça aceita pedido de recuperação da Brasken

Outra empresa de Paulínia com dificuldades financeiras, a petroquímica Brasken, teve acatado na semana passada pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo o pedido de recuperação extrajudicial. A decisão garante a suspensão, pelo prazo de 120 dias – já descontados os 60 dias concedidos pela tutela cautelar anterior –, de todas as cobranças e execuções de dívidas de US$11 bilhões.

Depois da caneta genérica, EMS avança no mercado de diabetes

O mercado de medicamentos destinados ao tratamento da diabetes movimenta cerca de R$13 bilhões anuais no Brasil e desperta o apetite das farmacêuticas nacionais e internacionais. Uma delas é a EMS, da Região Metropolitana de Campinas. O grupo teve nesta semana aprovado o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir o Yluméc, medicamento à base de semaglutida.

Registro da Anvisa é para quatro versões do Yluméc

O medicamento é uma solução injetável e teve registro aprovado para o tratamento de diabetes tipo 2 em adultos. O Yluméc foi enquadrado pela Anvisa como medicamento similar, com registro na modalidade de clone. O processo tem como referência o Ozivy, outro medicamente à base de semaglutida já registrado no país. O Yluméc terá quatro versões, que variam na quantidade de cartuchos e canetas aplicadoras.

Qualidade de vida e flexibilidades são atrativos

Mesmo com alto custo de vida em algumas cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), compradores e investidores olham com vantagens morar em condomínios e loteamentos na região. Dentre os aspectos levantados pelo portal Portas, estão qualidade de vida, flexibilidade de trabalho e proximidade da Capital, com viagens de até 150 minutos.

Campinas e Valinhos estão entre as cidades com maior custo de condomínio do País

O valor do condomínio pago por moradores de Campinas e Valinhos tem impacto pesado no bolso das famílias. É o que mostra um levantamento realizado pela Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, com base em anúncios de classificados digitais. O custo médio do condomínio na cidade de Campinas aparece em oitavo lugar no ranking, com custo médio de R$658,00 A alta em relação a 2025 é de 20%. Valinhos aparece na nona posição, com valor médio de R$633. Do ano passado para este, a alta no valor foi de 9,7%. A título de comparação, os custos nas duas cidades estão à frente do Rio de Janeiro.

(Marcelo Oliveira / Especial para o SPASSO Cidades)

CompartilharWhatsAppFacebookX / Twitter

Comentários

Participe da conversa

Entre para comentar

Escolha Google ou receba um código no seu e-mail.

Veja Também