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Politicando: o vácuo da RPT na Alesp, a disputa de pais de obras e as teias do Banco Master

Redação SPASSO4 min de leitura

O grande desafio

Durante muitos anos, na RPT (Região do Polo Têxtil), que engloba Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa, Americana e Santa Bárbara d’Oeste, a representação no legislativo veio apenas através da cidade de Americana. Ralph Biasi, Chico Sardelli, Vanderley Macris, Cauê Macris e Antônio Mentor já representaram a cidade em alguma esfera do legislativo. Atualmente o jogo virou. Cauê e Vanderley se afastaram da vida política, Antônio Mentor infelizmente faleceu e Chico Sardelli hoje é prefeito de Americana. Atualmente as únicas representações da RPT no legislativo acontecem na Alesp, através dos deputados Dirceu Dalben de Sumaré e Ana Perugini de Hortolândia. 730 mil eleitores, apenas dois deputados estaduais eleitos e nenhum federal. Um dos maiores pólos econômicos do estado, que reúne cidades de extrema importância, com uma representação tão baixa no legislativo. O que aconteceu, RPT?

Riscos

Com o grande número de candidatos aparecendo na região, bem como a chegada de forasteiros que não saberiam apontar no mapa onde fica Sumaré, a RPT corre o risco de ficar sem representação no legislativo pela primeira vez em várias décadas. Isso significa um grande corte nos valores das emendas recebidas na RPT, bem como a saída dos municípios do foco dos investimentos estaduais e federais. É só fazer uma breve pesquisa sobre qual foi a participação de Dirceu Dalben nas principais obras que a cidade recebeu nos últimos anos, ou qual a participação de Ana Perugini nas obras que contemplaram Hortolândia. Infelizmente é essa a realidade. Você pode votar no fulano de Campinas ou na ciclana de São Paulo, eles podem ter ótimos projetos para a cidade, mas será que eles sabem que Sumaré não tem um hospital e precisa urgentemente de um? Será que eles sabem dos alagamentos que acontecem em Nova Odessa? Será que eles sabem da água contaminada em Monte Mor, Hortolândia e Paulínia? Abrir mão dessa representação pode ser um risco. Até mesmo Americana, outrora a mais próspera das cidades da RPT, hoje amarga o abandono e descaso, sem ninguém para representar a cidade na Alesp.

O filho é meu!

Afinal de contas, quando uma obra é entregue, quem é que assume a paternidade? O prefeito que elaborou o projeto e conseguiu a sua aprovação? O prefeito que iniciou e avançou às obras? O prefeito que concluiu as obras? O deputado que apresentou e aprovou a emenda? O governador que liberou os recursos? Ou o governo federal que criou os programas de incentivo? Toda vez que a população recebe uma obra, faz-se uma fila de pais para tirar foto com a criança. Prefeito, ex-prefeito, deputado, governador, secretário, ministro e até presidente. Mas afinal de contas, quem é que é o verdadeiro pai? A resposta não é tão simples, e diferentemente de uma criança que tem apenas um pai, uma obra pública pode ter diversos. Apresentar e aprovar projeto são essenciais, liberar verba é fundamental, concluir e entregar a obra é imprescindível. Apesar de toda a importância, é preciso ver onde tudo começou, quem plantou a semente ali no começo da primavera para que pudéssemos colher os frutos hoje. Sem esse passo inicial, todos os outros seriam impossíveis.

Caso Master

O caso do Banco Master está dando o que falar. Aparentemente o banqueiro não tinha lado, e caminhava com todo mundo que quisesse. As ligações do banqueiro com a família Bolsonaro já estavam mais claras que o dia, o que surpreendeu foram as suas ligações com Alexandre de Moraes e até mesmo com André Mendonça! Aparentemente, até o próprio juiz que julga o caso dele manteve relações próximas com o banqueiro. Está mais fácil fazer uma investigação de quem não conhecia o Daniel do que de quem conhecia, porque aparentemente o único que não conhecia ele, era eu mesmo!

(Coluna da Redação / SPASSO Cidades)

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