Projeto em Campinas foca capacitação para atendimento a pessoas com TEA

A capacitação de profissionais que atendem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a articulação entre diferentes áreas estão no foco de um novo projeto apoiado pela Fundação FEAC em Campinas.
No Brasil, há 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de TEA, o equivalente a 1,2% da população, de acordo com o Censo 2022 do IBGE. O release também cita dado do CDC segundo o qual, nos Estados Unidos, 3,2% das crianças de até 8 anos foram diagnosticadas com TEA.
Em Campinas, o Projeto Inclusão TEA, desenvolvido com o Instituto Jô Clemente, está em fase inicial e tem como objetivo a formação de profissionais da rede de proteção e o fortalecimento de Organizações da Sociedade Civil (OSCs). A iniciativa está voltada à articulação institucional entre as secretarias municipais de Saúde, Educação e Assistência Social, além do levantamento e diagnóstico das organizações que atuam com pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento no município.
Segundo o diagnóstico preliminar citado no release, há ausência de dados sistematizados sobre a população com TEA em Campinas. O material também aponta aumento da fila de espera para diagnóstico e atendimento terapêutico, ausência de formação continuada para profissionais e falta de protocolos que formalizem os procedimentos de inclusão dessa população nos serviços socioassistenciais.
O Projeto Inclusão TEA já avançou na articulação com a rede socioassistencial, serviços de saúde e organizações de Campinas. “As ações desenvolvidas até o momento possibilitaram o levantamento de demandas e o alinhamento entre os atores locais. O encontro que ocorreu no dia 24 de abril com profissionais da assistência social, representou a continuidade desse processo, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento de estratégias intersetoriais”, afirma Daniela Farias, supervisora de projetos no Instituto Jô Clemente.
Segundo Lais Vieira, analista de projetos da Fundação FEAC, a expectativa é que a iniciativa fortaleça a rede socioassistencial, garantindo uma atuação que reconheça as pessoas com TEA e seus direitos, principalmente ao qualificar as práticas de atendimento oferecidas a essa população.
O release também destaca outro projeto apoiado pela Fundação FEAC: o Singularidades no TEA, conduzido pelo PAICA. Desenvolvido entre março de 2024 e junho de 2025, o projeto atendeu diretamente 98 crianças e adolescentes com TEA de até 14 anos, com acompanhamento interdisciplinar.
Além dos atendimentos, a iniciativa promoveu atividades para as famílias, como o “Cuidando de Quem Cuida”, voltado à escuta e ao apoio dos responsáveis.
De acordo com os dados gerais do projeto, a maior parte das habilidades propostas foi alcançada, com destaque para comportamento (78%), interação social (72%), desenvolvimento motor (72%), relacionamento familiar (66%) e autonomia (64%). O release informa ainda que houve habilidades em processo de desenvolvimento.
“O desenvolvimento ocorre de forma progressiva e demanda suporte estruturado ao longo do tempo, com necessidade de mediação, repetição e adaptação das estratégias para consolidação das habilidades e sua aplicação em diferentes contextos”, destaca Roberta Marques, coordenadora técnica do PAICA.
Fonte: Fundação FEAC.




