Politicando: interesses ocultos nas urnas, candidaturas de conveniência e a memória fraca do eleitor
Bastidores das eleições expõem candidatos sem chance que usam fundo eleitoral mirando 2028, a memória curta do eleitor entre escândalos e obras históricas, e os alertas sobre soberania e interesses ocultos na vida pública.
Interesses ocultos
Por que é que se entra para a vida pública? A regra deveria ser: para servir ao povo. A realidade é que muitos entram para interesses próprios, para deter poder, dinheiro e ter acesso irrestrito ao bem público. Geralmente isso é fácil de perceber, basta ver o quanto o candidato dedica a sua vida ao povo antes de receber o primeiro voto. Muitos gostam de se esconder atrás de promessas genéricas: família, moral e bons costumes. É difícil dizer o que se pode fazer além de discursos para defender tais aspectos, e falar é tudo o que fazem o tempo todo. Outros criam problemas irreais, assim não precisam resolvê-los porque não existem. Alguns se escondem atrás de sobrenomes famosos de famílias influentes, porque estão acostumados a receber os mesmos votos das mesmas pessoas que votam sem pensar muito. Agora aqueles que entram na vida pública para servir o povo são sempre perseguidos. São acusados de crimes que não cometeram, de serem inimigos da família e até coisa pior. Não se engane, no passado, dar de comer a quem tem fome já foi punido até mesmo com a crucificação. Hoje não é diferente.
Será que ganha?
Já viu aquela propaganda daquele candidato que faz a gente pensar: será que ganha? Pior ainda, quando as chances são tão remotas que nos faz pensar: será que ele acha que ganha? A realidade é que quem tem chances reais de ganhar sabe disso, e quem não tem também. O fundo eleitoral não sai do bolso deles, e a campanha pode ser uma oportunidade de fazer campanha grátis. Garante licença de cargos públicos, pouco mais de um mês de afastamento, santinho, banner, folder, jornal, cartaz, tudo pago. Sua foto estampada pela cidade, seu nome circulando de boca em boca. A cadeira na Alesp ou no Congresso certamente não virá, mas na próxima eleição para prefeito, quem sabe? Ao menos uma cadeirinha na Câmara Municipal já está garantida! Se levar uns dez mil votos consegue até mesmo tirar as chances do seu adversário representar a sua cidade, e ainda vai conseguir umas duas ou três secretarias com o próximo prefeito em troca de uma aliança. Negócio bom para quem não tem caráter.
Memória fraca
O eleitor tem memória fraca, isso é um fato. Hoje o político está envolvido em corrupção, mas em outubro vai ser votado. Ninguém se lembra dos tropeços, mas será que se lembram das vitórias? Aquele viaduto tão esperado, será que lembram quem conquistou ele? Quem trouxe escolas técnicas, quem conseguiu verba para a saúde, será que o povo se lembra? Será que o povo consegue se lembrar de quem dedicou mais de três décadas para a cidade? Será que se esquecem apenas dos erros dos maus, ou também se esquecem do acerto dos bons? Porque se esquecer de quem te fez mal é ruim, mas se esquecer de quem te fez bem pode ser pior ainda. O eleitor precisa reforçar a sua memória. É necessário. Quem saiu na capa do jornal dentro de um camburão não merece o seu voto, mas se esquecer de quem mais conquistou para você pode fazer você perder tudo o que conquistou.
Momento delicado
O Brasil vive um momento delicado. Até mesmo o mais néscio dos imbecis consegue ver que nosso país sofre grave risco de sua soberania ser violada. O presidente dos Estados Unidos já deixou claro que está disposto a usar qualquer desculpa para rebaixar o Brasil à posição de colônia. O problema é que tem gente que defende isso. Não porque acham que é o melhor para o Brasil, mas porque acreditam que se o país voltar a ser colônia serão eles que segurarão os chicotes. O problema é que todos iremos para as senzalas, e quem segurará os chicotes serão os próprios americanos. Já roubaram o petróleo da Venezuela, e olha o que fizeram no passado com Iraque, Afeganistão, Líbia, Vietnã, Camboja, Kuait, Síria e tantos outros. Não será diferente no Brasil se permitirmos que nos invadam. É preciso sermos firmes na defesa da soberania nacional. E para quem acha que deveríamos ser mais parecidos com os Estados Unidos, que tal fazermos com os nossos traidores o que eles fazem com os seus?
(Da Redação)
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