Acumulado acima da média e alagamentos recorrentes
Bairros historicamente vulneráveis, como Jardim Progresso e Vila Farid Callil, voltaram a enfrentar alagamentos após um período de chuvas que acumulou mais de 125 milímetros em apenas três dias.
Em um intervalo de apenas 40 minutos, foram registrados mais de 70 milímetros, volume considerado anormal até mesmo para os padrões da região. A quantidade de água foi suficiente para sobrecarregar galerias pluviais, provocar transbordamentos e comprometer vias, residências e estruturas públicas.
A Defesa Civil manteve monitoramento contínuo dos cursos d’água, especialmente do rio Capivari, cujo histórico de transbordamentos já faz parte da rotina de quem vive em seu entorno.
Danos em áreas urbanas e rurais
Apesar de a Prefeitura afirmar que não houve famílias oficialmente desalojadas, moradores dos bairros atingidos foram notificados sobre o risco iminente e muitos precisaram deixar suas casas de forma preventiva, recorrendo a familiares ou a abrigos improvisados.
O município contabilizou queda de pontes de madeira, solapamento do solo com perda de asfalto, muros derrubados, residências parcialmente interditadas e pontos de erosão em estradas rurais.
Galerias de águas pluviais entupidas agravaram ainda mais o cenário, dificultando o escoamento e ampliando os alagamentos.
Resposta emergencial e ajuda do Estado
Diante da gravidade da situação, o decreto de emergência autoriza a adoção de medidas administrativas excepcionais, como a dispensa de licitação para contratações emergenciais e a mobilização total da estrutura municipal. A coordenação das ações ficou a cargo da Defesa Civil, com apoio de diferentes secretarias.
No início de fevereiro, o Governo do Estado de São Paulo anunciou o envio de ajuda humanitária a Monte Mor, incluindo kits de limpeza, kits dormitório, água, itens de higiene, colchonetes, roupas, brinquedos e ração para animais.
Debate sobre soluções permanentes
O episódio reacende o debate antigo sobre a repetição de enchentes nos mesmos bairros, o que revela problemas estruturais como ocupação urbana desordenada, drenagem insuficiente e intervenções paliativas.
Enquanto equipes permanecem em alerta e a previsão meteorológica mantém o sinal de atenção ligado, Monte Mor aguarda que as soluções ultrapassem o improviso e enfrentem, de fato, as causas do problema.
Fonte: Da redação.
