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Juros altos e endividamento mantêm economia brasileira sob pressão, avalia economista da ACIC

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Juros altos e endividamento mantêm economia brasileira sob pressão, avalia economista da ACIC

O Brasil chegou a 81,7 milhões de inadimplentes em março de 2026, segundo a Serasa, em um quadro que acende alerta sobre o avanço do endividamento das famílias e seus efeitos na economia.

Endividamento já afeta a rotina das famílias

Campinas, abril de 2026 - O Brasil atingiu a marca de 81,7 milhões de inadimplentes em março de 2026, segundo dados da Serasa. O avanço de 38,1% na última década reforça que o endividamento das famílias deixou de ser um problema pontual e passou a afetar diretamente a economia.

Para o economista da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Mario Eduardo Campos, o cenário atual exige atenção conjunta de famílias, sistema financeiro e governo.

"Neste momento, de expansão violeta do endividamento das famílias brasileiras e consequente inadimplência, é fundamental que as famílias, sistema financeiro e governo trabalhem para aliviar esta situação"

Mario Eduardo Campos, economista da ACIC

Ele também diz que compreender as causas do endividamento é essencial para enfrentar o problema.

"Cabe a cada família, a cada empresas avaliar as causas internas e externas da situação e estudar a melhor maneira de sair dela"

Mario Eduardo Campos, economista da ACIC

O economista chama atenção para os efeitos diretos na vida das pessoas.

"O endividamento com certeza tira o sono de muita gente, prejudicando a saúde e o convívio dentro das casas"

Mario Eduardo Campos, economista da ACIC

Organização financeira é apontada como primeiro passo

Segundo ele, a organização financeira é o primeiro passo para sair do ciclo de dívidas.

"É fundamental realizar um levantamento das receitas e despesas, verificar as despesas mais relevantes e fazer muito sacrifício. Mudar hábitos é fundamental e necessário"

Mario Eduardo Campos, economista da ACIC

De acordo com Mario Eduardo, detalhar os gastos pode revelar surpresas.

"O primeiro passo é listar todas as despesas, da melhor forma; com planilhas para quem possui conhecimento ou até no velho caderno, lápis e calculadora. O levantamento das despesas mostrará números, às vezes surpreendentes"

Mario Eduardo Campos, economista da ACIC

"O levantamento das despesas mostrará números, às vezes surpreendentes (várias pequenas despesas) podem se tornar uma grande despesa mensal (vide parcelamento de compras no cartão)"

Mario Eduardo Campos, economista da ACIC

Juros altos agravam o problema

Outro fator que agrava o cenário é o nível das taxas de juros.

"A taxa de juros atual é extremamente alta, então todo cuidado é necessário. Trocar a dívida de modalidade e até de instituição pode ser necessário. Cartão e cheque especial possuem as piores e mais altas taxas de juros"

Mario Eduardo Campos, economista da ACIC

Para quem já enfrenta dificuldades, ele recomenda ação imediata.

"Se estiver nesta modalidade, aja. Vá até a sua instituição financeira, exponha sua situação e troque de modalidade. Busque a melhor saída"

Mario Eduardo Campos, economista da ACIC

O economista também avalia que o cenário econômico não deve melhorar no curto prazo.

"Não vejo perspectivas a curto prazo nesta política do governo, diante das conjunturas internas e tão pouco externas. Com isto, a inflação pode aumentar e consequentemente a manutenção da taxa Selic atual"

Mario Eduardo Campos, economista da ACIC

Diante desse contexto, ele reforça a importância do planejamento.

"Ou seja, faça um bom planejamento financeiro para você e sua empresa"

Mario Eduardo Campos, economista da ACIC

Fonte: ACIC.

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