IA entra na economia dos agentes
Para Adriana Flosi, vice-presidente da ACIC e secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Campinas, a mudança é estrutural. “O ano de 2026 será de ruptura porque marca o momento em que a inteligência artificial deixa de ser ferramenta. A defasagem entre quem usa IA e quem ainda hesita ficará irreversível”, afirmou.
Ela avalia que o mercado entra na chamada economia dos agentes, em que a IA passa de assistente a executor e começa a tomar decisões antes mesmo da intenção humana. “Nesse cenário, as empresas deixam de disputar apenas o cliente e passam a disputar o algoritmo que decide por ele”, disse.
O que isso significa para o varejo local
No varejo, isso deve significar decisões automatizadas e mais velocidade. Sistemas baseados em IA tendem a otimizar preços, sortimento e recomendações em tempo real, o que pressiona comerciantes pequenos e médios a acelerar a tomada de decisão e confiar mais em processos automatizados.
Outro ponto destacado é o peso dos dados. Quem coleta e organiza dados proprietários, o chamado first-party data, deve ganhar vantagem para personalizar ofertas e monetizar espaços por meio de retail media.
Também entram na conta novos parceiros e novos riscos. A adoção de agentes de IA exige governança, critérios de seleção de fornecedores e atenção à integração entre plataformas.
Tendências correlatas apontadas na NRF
A integração entre canais segue como exigência. A experiência do cliente precisa ser contínua entre loja física, e-commerce, redes sociais e outros pontos de contato. Não basta estar presente em vários canais: é necessário orquestrá-los.
O retail media também ganha espaço, com varejistas se consolidando como canais de mídia ao explorar dados próprios para campanhas segmentadas e monetização de inventário publicitário.
As lojas físicas, por sua vez, passam a ter papel mais voltado à experiência, ao relacionamento e ao fortalecimento da marca — e menos à lógica de simples estoque ou retirada de produtos.
Recomendações para comerciantes de Campinas
- Mapear e priorizar dados: identificar quais informações do cliente já estão disponíveis, como vendas, tickets, frequência e preferências.
- Testar IA em pequena escala: iniciar pilotos com recomendação de produtos, precificação dinâmica em uma categoria ou chat automatizado.
- Orquestrar canais: conectar jornadas online e na loja física, com reserva pela internet e prova em loja, por exemplo.
- Reposicionar a loja como experiência: investir em treinamento de equipe, eventos locais, demonstrações e estações interativas.
- Planejar governança de IA: definir responsáveis, métricas de performance e critérios de revisão para decisões automatizadas.
- Buscar capacitação e parcerias locais: participar de iniciativas de difusão de conhecimento para reduzir riscos e acelerar benefícios.
Evento em Campinas
Para aproximar o empresariado local desses aprendizados, a Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, em parceria com a ACIC e o Portal, promove o evento gratuito DownLoad NRF’26 – O futuro do varejo é agora, no dia 4 de fevereiro, às 8h, no Centro de Convivência Cultural, em Campinas.
Há necessidade de inscrição prévia, com informações e inscrições diretamente com a ACIC e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação.
Ao acompanhar a NRF 2026 e trazer esse conteúdo ao nível local, a ACIC reforça seu papel de articuladora entre o empresariado de Campinas e as transformações que já redefinem o varejo e a economia.
“O ano de 2026 será de ruptura porque marca o momento em que a inteligência artificial deixa de ser ferramenta. A defasagem entre quem usa IA e quem ainda hesita ficará irreversível.”
Fonte: Assessoria de Comunicação – ACIC - Daniela Nucci


