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Golpes no mercado imobiliário digital: especialista alerta para falsos corretores e transferências via Pix

A digitalização facilitou a compra e locação de imóveis, mas abriu espaço para fraudes com anúncios clonados, falsos corretores e transferências bancárias suspeitas. Especialista em Direito Imobiliário orienta sobre os cuidados essenciais antes de fechar negócio.

3 min de leitura
Advogado especialista em Direito Imobiliário Dr. Carlos Alberto Zonta Junior orienta sobre prevenção a golpes

A digitalização do mercado imobiliário e os novos riscos

A expansão das plataformas digitais trouxe agilidade e comodidade sem precedentes para quem deseja comprar, vender ou alugar imóveis. Ferramentas como tours virtuais em vídeo, assinaturas eletrônicas de contratos e pagamentos instantâneos via Pix encurtaram distâncias burocráticas. Por outro lado, esse ambiente virtual abriu brechas para a ação de organizações criminosas altamente especializadas em fraudes patrimoniais.

Golpes envolvendo falsas imobiliárias, corretores inexistentes, anúncios clonados com fotos reais e escrituras fraudulentas têm causado prejuízos de centenas de milhares de reais a compradores e locatários desavisados em todo o país.

Segundo o advogado Carlos Alberto Zonta Junior, especialista em Direito Imobiliário, o grau de sofisticação visual das fraudes engana até consumidores experientes.

“Hoje os criminosos copiam logotipos, contratos, certidões e toda a identidade visual de imobiliárias idôneas. O anúncio parece legítimo em todos os detalhes. Por isso, a conferência cruzada e presencial de informações deixou de ser opcional e virou regra mandatória de segurança”, alerta o advogado.

O golpe do falso corretor e a armadilha do sinal antecipado

Entre as modalidades mais comuns está a figura do falso corretor. O estelionatário intercepta ou clona publicações de imóveis, cria perfis falsos em redes sociais ou aplicativos de mensagens e atrai interessados oferecendo condições supostamente vantajosas.

Para "garantir a reserva" do imóvel diante de uma alegada fila de interessados, o golpista exige o pagamento imediato de uma entrada ou sinal via Pix em contas bancárias de terceiros ("laranjas"). Quando a vítima descobre que o imóvel pertence a outra pessoa e que o intermediador não tem qualquer vínculo com o proprietário, o dinheiro já foi pulverizado pelo sistema financeiro, dificultando a recuperação jurídica.

Outra tática recorrente é a alteração de dados bancários momentos antes da quitação, com envio de chaves Pix ou boletos falsificados por e-mail ou mensagens.

“Sempre confirme os dados bancários por uma ligação telefônica tradicional ou presencialmente na sede física da imobiliária. Um minuto de checagem em canal independente evita perdas irreversíveis”, recomenda Zonta.

Como se proteger antes de assinar o contrato

Para blindar qualquer transação imobiliária contra golpes virtuais, especialistas recomendam medidas preventivas indispensáveis:

  • Consulte o registro no CRECI: Todo corretor de imóveis e imobiliária deve possuir inscrição ativa e regular no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI). A consulta é pública e gratuita no site oficial do órgão;
  • Exija a matrícula atualizada do imóvel: Solicite no Cartório de Registro de Imóveis competente a certidão de matrícula recente (emitida há menos de 30 dias) para checar quem é o real proprietário e se constam penhoras, hipotecas ou impedimentos jurídicos;
  • Visite o imóvel pessoalmente: Nunca realize pagamentos substanciais ou sinais baseando-se apenas em fotos, vídeos ou visitas virtuais. Converse com o síndico, zelador ou vizinhos para certificar-se da disponibilidade do bem;
  • Desconfie de preços muito baixos: Valores muito defasados em relação à média de mercado da região costumam ser a isca principal para atrair vítimas dispostas a agir por impulso;
  • Cuidado com o senso de urgência: Golpistas costumam pressionar por decisões em minutos, alegando que "há outro cliente pronto para transferir". Negociações seguras respeitam o tempo de análise documental.

Serviço

Carlos Alberto Zonta Junior é advogado especialista em Direito Imobiliário (OAB/PR 77920), com atuação em segurança documental e consultoria jurídica em contratos e transações patrimoniais.

(Fonte: Toda Comunicação)

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