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Frio pode aumentar dor e rigidez em cães e gatos com doenças articulares

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Frio pode aumentar dor e rigidez em cães e gatos com doenças articulares

Com a queda das temperaturas, cães e gatos que convivem com doenças articulares podem demonstrar mais dor e dificuldade para se movimentar. Levantar da caminha, subir no sofá, correr ou caminhar pequenas distâncias pode se tornar um desafio. A piora percebida no inverno não significa necessariamente que a doença tenha evoluído de forma repentina, mas que o frio pode aumentar o desconforto.

De acordo com o ortopedista e neurocirurgião veterinário Gustavo Bacchim da Silva, do Hospital Veterinário Taquaral (HVT Campinas), as baixas temperaturas favorecem a contração muscular, reduzem a circulação sanguínea nas extremidades por causa da vasoconstrição e tornam o líquido sinovial — responsável por lubrificar as articulações — mais espesso. O resultado pode ser maior rigidez e movimentos dolorosos.

As doenças articulares acometem a cartilagem das articulações e podem surgir com o envelhecimento ou como consequência de problemas que provocam instabilidade articular, como luxações, fraturas e outras alterações ortopédicas, explica o veterinário.

Na rotina do hospital, as enfermidades mais frequentes são osteoartrose, luxações e osteocondrite dissecante. A osteoartrose é degenerativa e progressiva, comprometendo a cartilagem e causando dor, inflamação e perda gradual de mobilidade. Segundo Gustavo, excesso de peso, predisposição genética, alimentação inadequada e outras doenças podem acelerar sua evolução.

As luxações ocorrem quando um ou mais ossos saem da posição normal da articulação, geralmente em consequência de traumas ou alterações ortopédicas importantes. Em muitos casos, a correção cirúrgica é necessária.

A osteocondrite dissecante é observada principalmente em cães jovens de raças grandes e gigantes, como Golden Retriever, Pastor Alemão, Doberman e Dogue Alemão. O crescimento acelerado associado ao manejo nutricional inadequado pode provocar alterações na cartilagem, inflamação e dor ao apoiar o membro.

Sinais que merecem atenção

Nem sempre o tutor associa pequenas mudanças de comportamento a um problema articular. Muitos animais passam a evitar atividades que antes realizavam normalmente, demonstrando redução da disposição.

Segundo o veterinário, alguns sinais característicos são:

  • dificuldade para levantar após permanecer deitado;
  • mancar ou apoiar menos um dos membros;
  • dificuldade para subir escadas ou pular em camas e sofás;
  • redução das brincadeiras e caminhadas;
  • rigidez ao iniciar os movimentos;
  • agressividade ou irritação provocadas pela dor;
  • atrofia muscular em casos mais avançados.

A claudicação pode ficar mais evidente depois que o animal permanece algum tempo parado. Muitos tutores percebem que ele demora alguns minutos para voltar a caminhar normalmente, explica Gustavo.

Cuidados no inverno

Embora o frio não provoque as doenças articulares, ele pode contribuir para o aumento da dor e da rigidez. No inverno, os animais tendem a ficar mais tempo deitados e menos ativos. Como a produção do líquido sinovial aumenta durante o movimento, a redução da atividade favorece ainda mais a rigidez das articulações, segundo o especialista.

Para minimizar o desconforto, a orientação é manter o pet aquecido e uma rotina leve de exercícios. Caminhadas curtas ajudam a preservar o movimento das articulações. Em caso de piora importante da dor ou da dificuldade para caminhar, o ideal é procurar um médico-veterinário para reavaliar o tratamento.

Diagnóstico e tratamento

Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de controlar sua evolução e preservar a qualidade de vida do animal. O diagnóstico começa com exame físico detalhado para identificar a articulação comprometida. Depois, podem ser solicitados exames de imagem, como radiografias, tomografia computadorizada e, em alguns casos, artroscopia, que auxilia tanto no diagnóstico quanto no planejamento do tratamento.

O tratamento varia conforme a doença, o estágio da lesão, a idade e as condições gerais do paciente. Entre as opções citadas estão medicamentos para controle da dor, suplementos articulares, infiltrações com ácido hialurônico, terapias com células-tronco e medicamentos como a Librela, indicada para determinados casos de osteoartrose. Nos quadros mais graves, pode ser necessária cirurgia, inclusive com implantação de próteses articulares.

O veterinário destaca que o controle da dor é um dos pilares do tratamento e que os pacientes precisam de acompanhamento periódico para ajuste de medicamentos e terapias. O atendimento multidisciplinar, envolvendo clínicos, ortopedistas, profissionais de diagnóstico por imagem e, quando necessário, fisioterapia e reabilitação, também tem papel importante.

Atenção aos primeiros sinais

Embora nem todas as doenças articulares possam ser evitadas, manter o peso adequado, oferecer alimentação balanceada, estimular atividades físicas compatíveis com a idade e procurar atendimento veterinário nos primeiros sinais de dor ajudam a retardar a progressão dos problemas.

Muitas vezes, o tutor acredita que o animal está apenas envelhecendo e deixa de procurar ajuda. Há recursos para aliviar a dor e proporcionar mais conforto; o mais importante é não esperar que a limitação se torne severa para iniciar o tratamento, conclui Gustavo.

Serviço

Hospital Veterinário Taquaral — Campinas
Endereço: Avenida Heitor Penteado, 311, Taquaral, em frente ao portão 6 da Lagoa.
Funcionamento: 24 horas, todos os dias.
Telefones: (19) 3255-3899 e WhatsApp (19) 99256-5500.
Canais informados: YouTube, Instagram (@hvtcampinass), Facebook e site.

Fonte: AMZ Comunicação
Crédito das imagens: Vinícius Ferraz.

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