Após receber a carta de compromisso de representantes do movimento, com manifesto de apoio ao Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio, a ministra foi presenteada com uma camiseta e também recebeu a moção de parabenização à iniciativa do governo federal.
O movimento Eles Por Elas reúne voluntários, entre eles especialistas em saúde mental, advogados e lideranças comunitárias. O objetivo é promover ações educativas e de conscientização da população masculina, especialmente meninos e jovens, para prevenir a violência contra as mulheres.
O trabalho será levado a comunidades religiosas, escolas, empresas e entidades. Entre as metas estão a conscientização de homens, a educação afetiva de meninos e jovens, o estímulo à revisão de atitudes e comportamentos machistas e o engajamento da população masculina na luta pelo fim da violência contra as mulheres.
"Estou muito feliz de ver esse movimento Eles Por Elas. Vou entregar a camiseta ao presidente Lula para que ele saiba que Hortolândia está falando com os homens. Nós só vamos mudar essa realidade de violência contra as mulheres se nós chegarmos aos meninos e a todos os homens."
"Com essa iniciativa queremos conscientizar novas gerações e estimular os homens a reverem atitudes, valores e comportamentos machistas em suas vidas cotidianas, que muitas vezes geram a violência. Acreditamos nas ações educativas para uma mudança de mentes e corações na sociedade em geral e, principalmente, nas famílias", afirmou o vereador Nei Prazeres.
Na carta-compromisso, o grupo reforça o apoio ao Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio e à campanha Todos Juntos por Todas, por meio da promoção de ações educativas locais e da mobilização da população masculina de Hortolândia em defesa da vida das mulheres.
"Sabemos que o movimento Eles Por Elas é uma gota num oceano pavoroso de violência contra a mulher e diante da grandeza do Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio. Mas estamos fazendo a nossa parte junto com o vereador Nei Prazeres."
Também participaram do evento a deputada estadual Ana Perugini, a secretária de Inclusão e Desenvolvimento Social, Maria dos Anjos, o prefeito Zezé Gomes e diversas lideranças políticas de Hortolândia e região.
Hortolândia registrou, no ano passado, quatro casos de feminicídio. No último sábado (14/03), a jovem Julyene de Lima dos Santos, de 26 anos, foi assassinada a facadas pelo companheiro.
No Brasil, segundo estatísticas do Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio, quatro mulheres são mortas por dia e há 10 tentativas diárias de assassinato.
Fonte: Beth Soares.




