Spasso Cidades
Segurança

Elevador com 5 meses de uso despenca e fere mães e crianças em Hortolândia

Equipamento entregue em março caiu do 1º andar ao subsolo no Jardim do Jatobá; vítimas iam a clínica e polícia apura falha mecânica.

3 min de leitura
Fachada de prédio comercial em Hortolândia onde ocorreu a queda do elevador
Prédio comercial na Rua Carvalho Brasileira, no Jardim do Jatobá em Hortolândia, onde elevador sofreu queda mecânica (Foto: Redação SPASSO Cidades)

Um elevador instalado há apenas cinco meses despencou do primeiro andar até o subsolo de um edifício comercial em Hortolândia e deixou quatro pessoas feridas. O acidente ocorreu na Rua Carvalho Brasileira, no Residencial Jardim do Jatobá, e agora é alvo de perícia da Polícia Civil e fiscalização municipal para determinar o que provocou a falha mecânica no equipamento recém-entregue.

Queda do 1º andar ao subsolo e socorro às vítimas

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), duas mulheres e suas respectivas filhas (com idades entre 7 e 40 anos) estavam na cabine e tentavam desembarcar quando ocorreu a queda brusca.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi mobilizado e socorreu as quatro vítimas ao Hospital Municipal Mário Covas. Houve relato de fratura óssea entre as vítimas, mas todas receberam os cuidados médicos necessários, tiveram alta hospitalar no mesmo dia e já se recuperam em suas residências.

Equipamento entregue há cinco meses levanta alerta de perícia

O episódio gerou grande preocupação pelo curtíssimo tempo de funcionamento da estrutura. Segundo a administração do imóvel, o elevador havia sido instalado e entregue em março deste ano.

A constatação de falha mecânica em uma máquina praticamente nova impõe questionamentos técnicos rigorosos que a perícia oficial terá de responder: se houve vício de fabricação em cabos ou freios de emergência, falha na montagem inicial ou descumprimento de protocolos de inspeção e manutenção preventiva.

Posicionamento da clínica, da administração e da empresa de manutenção

No edifício funciona, entre outros estabelecimentos, uma clínica especializada no atendimento a pessoas neurodivergentes — destino para onde as mães e as crianças se dirigiam no momento do acidente.

A clínica informou que ocupa uma sala locada no prédio e não detém responsabilidade sobre a infraestrutura predial ou manutenção do elevador. Já a proprietária do edifício declarou que mantém contrato formal com empresa especializada para a conservação periódica e colocou toda a documentação à disposição dos peritos.

A Lux Elevadores, responsável técnica pela manutenção da máquina, comunicou que está prestando assistência às famílias e colaborando ativamente com as autoridades policiais para a elucidação das causas.

Fiscalização da Prefeitura e inquérito policial

A Prefeitura de Hortolândia confirmou que o imóvel possui alvará regular de funcionamento e enviou equipes de fiscalização de obras e posturas ao local para interditar e vistoriar o elevador. O caso foi registrado na Polícia Civil, que aguarda o laudo do Instituto de Criminalística (IC) para apontar as responsabilidades pelo ocorrido.

(Da Redação)

CompartilharWhatsAppFacebookX / Twitter

Comentários

Participe da conversa

Entre para comentar

Escolha Google ou receba um código no seu e-mail.

Veja Também