Crimes contra motoristas de aplicativo aumentam em Sumaré

A prisão de um suspeito após um roubo com sequestro relâmpago contra um motorista de aplicativo em Sumaré reacendeu um problema que preocupa profissionais do transporte. A cidade tem registrado uma sequência de ocorrências violentas nas últimas semanas.
O caso mais recente ocorreu na madrugada de sábado (6), quando um motorista de 25 anos foi rendido por dois homens que se passaram por passageiros. A vítima foi ameaçada com uma arma de fogo e mantida sob domínio dos criminosos durante parte do trajeto.
Após perseguição policial na região do Picerno, um dos suspeitos foi preso em flagrante depois de colidir o automóvel roubado. O segundo envolvido conseguiu escapar e segue sendo procurado.
Preocupação crescente entre motoristas
Nos últimos dias, Sumaré acumulou registros semelhantes envolvendo motoristas de aplicativo, incluindo sequestros e tentativas de assalto. No final de maio, um motorista de 48 anos foi encontrado em um cativeiro na Vila Soma após ser sequestrado.
Dias depois, dois adolescentes foram apreendidos após tentarem roubar outro profissional durante uma corrida entre Sumaré e Hortolândia. A sucessão de ocorrências tem ampliado a preocupação da categoria.
Motoristas de Sumaré e de municípios vizinhos relatam que evitam aceitar corridas com destino a determinados bairros da cidade, especialmente durante a noite e madrugada, devido ao receio gerado pela frequência de crimes.
Impacto na imagem da cidade
A situação gera um efeito que ultrapassa a questão da segurança pública. Além do impacto direto sobre as vítimas, a imagem da cidade é afetada entre os próprios trabalhadores do setor, que restringem áreas de atendimento ou recusam chamadas consideradas de maior risco.
Embora a rápida atuação da Polícia Militar tenha resultado na prisão de um dos envolvidos no caso mais recente, a repetição de crimes semelhantes evidencia um desafio que vai além das ações pontuais de repressão.
Para motoristas de aplicativo, a principal preocupação é que os episódios deixem de ser tratados como ocorrências isoladas e passem a ser encarados como parte de uma tendência que vem se consolidando nos últimos meses.
Da redação
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