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Politicando: costuras políticas, pula-pula e apostas para 2026

Alianças improváveis, mudanças de partido e a disputa dos principais grupos de Sumaré pelas eleições de 2026.

Redação SPASSO4 min de leitura

Costura política

Da mesma maneira que o couro e o cetim não são cortes do mesmo tecido, mas costurados fazem uma jaqueta, na política nem toda aliança é feita por aliados do mesmo campo ideológico. Observe nos materiais publicitários das próximas eleições, neles aparecerão rostos que nunca apareceram juntos, coligações com siglas que muito pouco têm em comum, e histórias vendidas como antigas mas que estão apenas na introdução. Essa é uma história antiga. Dirceu Daben foi rival político de Paulino Carrara por muitos anos. Na eleição de Cristina, fizeram as pazes e Luiz Dalben foi vice da primeira e única prefeita da cidade. Já nas eleições seguintes foram rivais, nenhuma novidade. No cenário nacional não é nada diferente. Hoje, Tarcísio, Romeu Zema, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro bailam uma dança das cadeiras para ver quem sairá candidato, mas em outubro estarão todos juntos sorrindo para uma foto juntos, seja qual for o escolhido do clã. Não acredite em fotos de santinho.

Pula-pula

Muitos se surpreenderam com a escolha de Henrique do Paraíso em apoiar a candidatura de Rafael Virginelli para deputado estadual. Muitos de seus apoiadores acreditam que existem nomes mais bem preparados e consolidados no grupo político do prefeito para encabeçar essa disputa. A realidade é que Virginelli é sim um nome bem consolidado, e bem conhecido em Sumaré. Começou sua carreira no PV, partido do ex-vice prefeito de Bacchim, Vilson Alves. Depois, foi para o PT onde passou uns bons anos, partido do ex-prefeito Bacchim, e de outros políticos famosos na cidade como Willian Souza, Professor Tito, Geraldo Medeiros, Ulisses Gomes e Roberto Vensel. Depois disso foi para o PL, sigla de Sirineu Araujo, Silvio Coltro e do vereador Tavares. Depois disso passou um breve período no PP para finalmente chegar ao MDB, partido do vereador Wellington da Farmácia e de seu filho, o vice-prefeito André da Farmácia. Rafael esteve no grupo político de Bacchim, compôs o governo de Luiz Dalben e agora está numa das mais prestigiadas posições do governo Henrique. Seu trânsito político é invejável, agora resta saber se isso se converterá em votos. Para quem se surpreendeu com sua indicação, certamente não sabia do seu currículo e de suas alianças passadas.

Muito além de uma cadeira

No próximo pleito, muita coisa além de uma cadeira na Alesp está em jogo. Os números das urnas servirão para medir as forças dos grupos políticos. Independentemente dos resultados finais, os números das seções eleitorais da cidade serão um termômetro claro para os principais grupos políticos. Obviamente uma miríade de nomes da cidade disputarão alguma vaga na Alesp ou no Congresso Nacional, além disso muitos na cidade votarão em nomes de fora, mas é inegável que em Sumaré três grandes grupos políticos irão disputar, entre si, muito mais que uma cadeira. O primeiro, é o grupo governista encabeçado pelo prefeito Henrique do Paraíso. Seu candidato é Rafael Virginelli para a Alesp, e até o momento é o único com dobradinha definida na cidade, ficando a cargo de Raí do Paraíso a disputa para deputado federal. O segundo grupo é o do PT, liderado por Willian Souza, que deve sair candidato a deputado estadual. Os dois grupos tiveram um embate direto, e os resultados dentro da cidade podem funcionar como um “terceiro turno”. O terceiro e último grupo é o de Dirceu Dalben, que terá o mesmo como candidato para a Alesp. O mais antigo e tradicional dos três, perdeu o embate para Henrique em 2024 e vem agora com toda a força para retomar sua consolidação no cenário político local. Qual deles irá se eleger, ou se sequer algum deles conseguirá se eleger, ainda não sabemos, mas que o resultado das urnas representará o triunfo para um grupo político e a derrota para os outros, isso é um fato irrefutável.

Melhor aposta?

Nos três principais grupos políticos da cidade para as próximas eleições, quem fez a melhor aposta? O grupo do Dalben, que aposta na consolidação do nome de Dirceu, o mais antigo dos três, com presença já enraizada na Alesp? O grupo do PT, que vem com Willian que tem um nome forte na esquerda local, com uma trajetória consistente e contínua, filiado ao partido que governa o país e que só vem crescendo? O grupo governista, que aposta em Rafael Virginelli, um candidato eclético, que navegou entre partidos de esquerda e direita, que compôs diversos governos ao longo da história recente de Sumaré? Um aposta na força do próprio nome, outro aposta no poder do próprio partido e o outro aposta na solidez do próprio governo. Tradição, influência ou confiança, o que irá vencer em outubro?

(Da Redação)

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