Córrego muda de cor no Parque Jatobá e prefeitura apura contaminação em Sumaré
Curso d’água apresentou diferentes tonalidades em poucos dias; Grupo de Proteção Ambiental investiga suspeita de lançamento irregular.

A mudança incomum e repetida na coloração da água de um córrego no Parque Jatobá, em Sumaré, acendeu um alerta ambiental e levou a Prefeitura a abrir uma investigação técnica. Em um intervalo de poucos dias, moradores registraram o curso d'água apresentando diferentes tonalidades — passando por verde, rosa e, posteriormente, cinza —, gerando apreensão sobre possível despejo clandestino de efluentes industriais ou químicos.
Mudança brusca de tonalidade: verde, rosa e cinza em poucos dias
Os primeiros registros fotográficos foram realizados por moradores da região na sexta-feira (21). Já na segunda-feira (24), novas imagens demonstraram que a aparência do curso hídrico havia mudado novamente, assumindo um aspecto leitoso e acinzentado.
A gravidade da situação reside no fato de não se tratar de uma pequena alteração visual passageira. A oscilação brusca de cores em curto período evidencia que substâncias estranhas estão sendo carreadas para o leito do córrego, tornando indispensável uma perícia capaz de determinar a composição dos resíduos e a extensão do dano.
Investigação do Grupo de Proteção Ambiental (GPA)
A Prefeitura de Sumaré confirmou que o caso está sob apuração do Grupo de Proteção Ambiental (GPA), divisão especializada vinculada à Secretaria Municipal de Sustentabilidade. Técnicos realizam vistorias ao longo da bacia para rastrear a origem do lançamento e identificar eventuais tubulações clandestinas ou descarte irregular por caminhões-tanque.
Até que as análises laboratoriais sejam concluídas, os órgãos ambientais não apontam responsáveis formais, já que a coloração isolada não permite atestar a toxicidade exata do composto químico sem laudo pericial.
Impacto nos recursos hídricos e na fauna urbana
O episódio exige vigilância rigorosa. Os córregos que cortam as zonas urbanas integram a malha de afluentes que deságuam em rios maiores da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Qualquer carga poluidora não tratada percorre quilômetros, compromete a oxigenação da água, degrada a mata ciliar e extermina a fauna aquática local.
Fiscalização comunitária e cobrança por respostas rápidas
O caso reforça o papel fundamental das denúncias comunitárias na preservação ambiental. Foram os flagrantes gravados pelos próprios moradores do Parque Jatobá que deram visibilidade ao problema.
A preservação dos recursos hídricos de Sumaré depende de fiscalização ágil e punição exemplar. A água oscilar entre verde, rosa e cinza diante dos olhos da comunidade é um sintoma claro de anomalia que exige laudo conclusivo e interrupção imediata do foco de poluição.
(Da Redação)
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