Spasso Cidades
Meio Ambiente

Córrego muda de cor no Parque Jatobá e prefeitura apura contaminação em Sumaré

Curso d’água apresentou diferentes tonalidades em poucos dias; Grupo de Proteção Ambiental investiga suspeita de lançamento irregular.

2 min de leitura
Córrego urbano no Parque Jatobá em Sumaré com água apresentando coloração alterada
Água de córrego no Parque Jatobá em Sumaré apresentou alteração brusca de tonalidade em intervalo de poucos dias (Foto: Divulgação / Redação SPASSO Cidades)

A mudança incomum e repetida na coloração da água de um córrego no Parque Jatobá, em Sumaré, acendeu um alerta ambiental e levou a Prefeitura a abrir uma investigação técnica. Em um intervalo de poucos dias, moradores registraram o curso d'água apresentando diferentes tonalidades — passando por verde, rosa e, posteriormente, cinza —, gerando apreensão sobre possível despejo clandestino de efluentes industriais ou químicos.

Mudança brusca de tonalidade: verde, rosa e cinza em poucos dias

Os primeiros registros fotográficos foram realizados por moradores da região na sexta-feira (21). Já na segunda-feira (24), novas imagens demonstraram que a aparência do curso hídrico havia mudado novamente, assumindo um aspecto leitoso e acinzentado.

A gravidade da situação reside no fato de não se tratar de uma pequena alteração visual passageira. A oscilação brusca de cores em curto período evidencia que substâncias estranhas estão sendo carreadas para o leito do córrego, tornando indispensável uma perícia capaz de determinar a composição dos resíduos e a extensão do dano.

Investigação do Grupo de Proteção Ambiental (GPA)

A Prefeitura de Sumaré confirmou que o caso está sob apuração do Grupo de Proteção Ambiental (GPA), divisão especializada vinculada à Secretaria Municipal de Sustentabilidade. Técnicos realizam vistorias ao longo da bacia para rastrear a origem do lançamento e identificar eventuais tubulações clandestinas ou descarte irregular por caminhões-tanque.

Até que as análises laboratoriais sejam concluídas, os órgãos ambientais não apontam responsáveis formais, já que a coloração isolada não permite atestar a toxicidade exata do composto químico sem laudo pericial.

Impacto nos recursos hídricos e na fauna urbana

O episódio exige vigilância rigorosa. Os córregos que cortam as zonas urbanas integram a malha de afluentes que deságuam em rios maiores da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Qualquer carga poluidora não tratada percorre quilômetros, compromete a oxigenação da água, degrada a mata ciliar e extermina a fauna aquática local.

Fiscalização comunitária e cobrança por respostas rápidas

O caso reforça o papel fundamental das denúncias comunitárias na preservação ambiental. Foram os flagrantes gravados pelos próprios moradores do Parque Jatobá que deram visibilidade ao problema.

A preservação dos recursos hídricos de Sumaré depende de fiscalização ágil e punição exemplar. A água oscilar entre verde, rosa e cinza diante dos olhos da comunidade é um sintoma claro de anomalia que exige laudo conclusivo e interrupção imediata do foco de poluição.

(Da Redação)

CompartilharWhatsAppFacebookX / Twitter

Comentários

Participe da conversa

Entre para comentar

Escolha Google ou receba um código no seu e-mail.

Veja Também