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Politicando: contas rejeitadas, falta de transparência e traições

Contas rejeitadas, falta de transparência e traições que expõem os riscos das alianças e promessas políticas.

Redação SPASSO4 min de leitura

Contas rejeitadas

Edivaldo Brischi teve suas contas rejeitadas. Isso expõe uma situação muito complexa na cidade de Monte Mor, onde ex-prefeitos que governaram um na sucessão do outro, foram claramente irresponsáveis com as finanças do município. Não existe erro, deslize ou situação econômica que justifique uma irresponsabilidade dessas, na falta de um nome mais adequado. É uma escolha deliberada em deixar o caos financeiro, acreditando que no futuro a câmara dos vereadores fará vista grossa e deixará o fato passar.

Falta de transparência

Mais uma vez a Câmara de Monte Mor brilha na zaga da prefeitura. Outro pedido de informações foi negado pelo plenário, e mais uma vez a transparência das contas públicas foram afetadas. Nos últimos meses diversos pedidos de esclarecimentos com gastos públicos foram enviados à prefeitura, com a justificativa que os dados do portal da transparência estavam confusos ou incompletos. Em vez da Câmara cumprir com seu papel fiscalizador, resolveram barrar os pedidos porque estava “pegando mal” com a população devido a cobertura da imprensa. Ora, nobres vereadores, tanto a sua dita “casa de leis” como nós da imprensa temos o dever moral de investigar, fiscalizar e informar. A culpa não está nos vereadores que fazem cobranças, nem na imprensa que noticia a falta de transparência. A culpa está naqueles que são eleitos para fiscalizar, e preferem atuar na defesa e blindagem daqueles que, supostamente, não precisam.

As coisas mudam

Quando o traseiro levanta da cadeira e a caneta passa de mãos, as coisas mudam. Muitos prefeitos ficam acostumados com a boa relação com a Câmara Municipal e, muito confiantes na sua base eleitoral, acreditam que mesmo após deixarem o paço municipal, continuarão a exercer poder e influência sobre o legislativo. A realidade é que o único voto válido é o da urna, e o único cargo que importa é o que está sendo ocupado, do resto são promessas. A política é um meio extremamente traiçoeiro, e no surgimento de um proposta melhor, seu mais fiel aliado não hesitará em te apunhalar pelas costas. Por isso sejam responsáveis com o dinheiro público, não contem com uma legislatura que sequer ainda foi eleita para aprovar suas contas. Caminhe pelo certo e faça tudo direitinho, para no futuro não se arrepender. Não se esqueça que um dos maiores políticos da história, Júlio César, foi traído por um dos seus aliados mais próximos, Brutus.

Até tu, Brutus?

Falando em traição, se analisarem bem a composição dos governos da região, verão diversos nomes conhecidos. Isso porque a maior parte das pessoas que ocupam tais posições são políticos de carreira. Não é estranho ver um candidato ser derrotado nas urnas e seus aliados se bandearam para o lado vencedor. O que ninguém conta, é que enquanto algumas casacas são viradas, outras são apenas camufladas. Enquanto alguns realmente abandonam os barcos que estão afundando, outros são mandados para o barco vencedor para afundarem ele de propósito. Verdadeiros agentes duplos, tais políticos sofrem de um problema: jamais são protagonistas. Geralmente ficam reclusos a um cargo de vereador, no máximo emplacam um cargo de vice ou secretário. Enchem os bolsos de dinheiro, mas jamais serão prestigiados. Nasceram para viverem nas sombras, e sempre estarão no papel de subserviência ao político nato que os comanda. Podem ter dinheiro, poder, podem ser temidos, mas a realidade é que para brilhar nas urnas é preciso de duas coisas, carisma e voto, e isso eles geralmente não tem.

Contar com o ovo no…

Pois é, nessa vida a única certeza que temos é a morte. O próximo segundo pode guardar surpresas que não imaginamos, então é melhor não fazer planos com o que ainda não é concreto. Não importa o quão popular é, nenhuma eleição está garantida. Hoje um está por cima, amanhã pode estar por baixo. Num dia as malas estão cheias de dinheiro, no outro sua única posse é um colchão velho numa cela imunda. Não faça apostas com o futuro, jogue apenas com o presente. Apenas temos aquilo que possuímos, e ninguém faz bonito com chapéu dos outros. O segredo do sucesso é trabalho árduo e boas relações, promessas raramente são cumpridas. No meio político, o segredo é sempre estar alerta. Quem promete o mundo hoje pode amanhã te entregar uma punhalada, por isso é importante que o capital político seja sempre seu, e não emprestado.

(Da Redação)

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