Diálogo atento faz diferença
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, metade de todas as condições de saúde mental começa por volta dos 14 anos de idade — e muitas delas nem chegam a ser diagnosticadas ou tratadas.
Por isso, o diálogo atento pode fazer diferença na vida atual e também no futuro.
Escuta, acolhimento e respeito
Na adolescência, tudo acontece ao mesmo tempo: mudanças no corpo, inseguranças, dúvidas, pressão social e emoções intensas. Nesse cenário, pais e responsáveis têm um papel essencial: oferecer apoio, sem julgamentos, acolhendo o que o adolescente sente e mostrando que ele pode falar com segurança.
Para criar esse ambiente, vale apostar em atitudes simples e poderosas: ouvir com atenção, demonstrando interesse real; estar disponível para conversar, sem forçar o adolescente a falar; evitar críticas e comparações; respeitar limites; e buscar soluções em conjunto, em vez de apenas impor conselhos.
Também é importante desmistificar a busca por ajuda profissional, tratando o cuidado com a saúde mental com a mesma naturalidade do cuidado com a saúde física.
Como iniciar a conversa
Na hora de iniciar a conversa, a melhor estratégia é ir direto ao ponto, com naturalidade e respeito. Perguntas abertas funcionam melhor do que cobranças.
Se notar que o adolescente não anda bem, diga isso de forma cuidadosa e pergunte como pode ajudar. O mais importante é manter a calma e mostrar que ele está sendo ouvido de verdade.
Temas delicados e bem-estar no dia a dia
Os temas podem incluir assuntos delicados, como ansiedade, depressão, bullying, transtornos alimentares, sexualidade, álcool e drogas.
Mas a conversa também deve passar pelo lado positivo do bem-estar: o que faz bem, o que dá prazer, o que ajuda a enfrentar os desafios do dia a dia.
Vale perguntar sobre esportes, dança, amizades, passeios, livros, filmes, séries e até hobbies artísticos, como desenhar, pintar ou tocar um instrumento.
Construir confiança
Mais do que falar, conversar com adolescentes é saber escutar, acolher e construir confiança. Quando isso acontece, a relação entre pais e filhos fica mais próxima, mais leve e mais saudável para todos.
Metade de todas as condições de saúde mental começa por volta dos 14 anos de idade.
Fonte: Divulgação




