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Câmara de Monte Mor cobra medidas de segurança em estrada que liga o município a Sumaré

Requerimento aprovado por unanimidade pede instalação de defensas metálicas e redutores no trecho do Pesqueiro Bordon após histórico de acidentes.

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Câmara de Monte Mor cobra medidas de segurança em estrada que liga o município a Sumaré

Segurança viária não deve ser tratada apenas depois que acidentes acontecem. Na Estrada Municipal Monte Mor–Sumaré, nas proximidades do Pesqueiro Bordon, o histórico de ocorrências voltou a colocar em discussão a necessidade de medidas preventivas capazes de reduzir os riscos para motoristas, motociclistas e demais usuários da via.

O assunto chegou novamente à Câmara de Monte Mor por meio do Requerimento 33/2026, apresentado pelo vereador Bruno Leite (União Brasil). A propositura, aprovada por unanimidade na sessão desta segunda-feira (17), cobra informações da Prefeitura sobre as condições de segurança do trecho e as providências previstas pelo município.

Segundo o parlamentar, diversos acidentes foram registrados no local nos últimos anos, incluindo ocorrências em que veículos saíram da pista e caíram no lago existente às margens da estrada. A proximidade da água torna uma eventual saída de pista ainda mais perigosa e reforça a discussão sobre a instalação de dispositivos de contenção.

O requerimento questiona se a Prefeitura reconhece como sua responsabilidade a manutenção, conservação e implantação de equipamentos de segurança na estrada e se existe estudo técnico ou laudo avaliando os riscos existentes no trecho.

Também são cobradas informações sobre a possibilidade de instalação de defensa metálica, redutores de velocidade e reforço das sinalizações horizontal e vertical, além de outros mecanismos que eventualmente sejam apontados tecnicamente como necessários. O documento solicita ainda um possível cronograma para execução das intervenções.

Prevenção e responsabilidade com vidas

Mais do que responder a uma cobrança política, identificar pontos perigosos e agir preventivamente é uma responsabilidade diretamente relacionada à preservação de vidas. Uma curva perigosa, ausência de sinalização adequada ou trecho desprotegido ao lado de um lago pode permanecer aparentemente sem consequências durante meses, até que uma combinação de velocidade, chuva, baixa visibilidade ou erro humano resulte em um acidente grave.

É justamente por isso que a segurança viária não pode depender exclusivamente da quantidade de tragédias já registradas para justificar uma intervenção. Quando existe um risco conhecido e medidas tecnicamente viáveis para reduzi-lo, a prevenção deve entrar no planejamento do poder público.

Um dos questionamentos apresentados por Bruno Leite busca justamente dimensionar o problema. O vereador pergunta se o município possui levantamento da quantidade de acidentes ocorridos naquele trecho nos últimos cinco anos. Esse tipo de informação é importante porque permite identificar padrões, avaliar a gravidade das ocorrências e orientar investimentos onde eles são mais necessários.

Cobranças e fiscalização

Bruno afirma que as cobranças sobre a estrada não começaram agora. Segundo o parlamentar, desde 2022 ele solicita ações da Prefeitura e já encaminhou o caso ao Ministério Público. “Nós precisamos agir”, afirmou durante a sessão. Para o vereador, o novo requerimento possui caráter fiscalizatório e busca novamente cobrar providências do Executivo.

A aprovação unânime demonstra que a preocupação ultrapassou a iniciativa individual do autor e recebeu respaldo dos demais vereadores presentes. Agora, cabe ao Executivo apresentar as informações solicitadas e esclarecer quais medidas poderão ser adotadas.

É importante também que qualquer intervenção seja baseada em avaliação técnica. Defensa metálica, redução de velocidade, sinalização, iluminação ou outras soluções possuem aplicações diferentes e precisam considerar as características da estrada e o histórico de acidentes.

O princípio, entretanto, é simples: em segurança viária, prevenir custa menos do que remediar. Obras e equipamentos exigem recursos públicos, mas acidentes também possuem custos sociais e econômicos, além de consequências que, nos casos mais graves, são irreversíveis.

Se o trecho apresenta um histórico conhecido de acidentes e existe preocupação recorrente sobre suas condições, a cobrança feita pela Câmara precisa resultar ao menos em uma avaliação objetiva do problema. Esperar uma ocorrência ainda mais grave para então discutir aquilo que poderia ter sido prevenido não pode ser considerado uma política adequada de segurança pública.

(Da Redação)

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