As primeiras queixas surgiram em Hortolândia, com maior concentração em bairros como Vila Real Santista e Jardim Santa Izabel. Depois, relatos semelhantes passaram a ser feitos em Paulínia e em Monte Mor, indicando que a situação pode não estar restrita a pontos isolados da rede.
Na prática, o impacto aparece na rotina de milhares de famílias. Moradores dizem ter dificuldade para cozinhar, lavar roupas e até tomar banho. Em muitos casos, a solução foi comprar água mineral, o que pressiona o orçamento doméstico e amplia a sensação de insegurança.
Há quem descreva a água como tendo cheiro de mofo ou até de esgoto. Mesmo sem confirmação técnica de contaminação, a percepção tem sido suficiente para afastar o consumo.
Equipes técnicas estão avaliando o que pode ter causado a alteração na água.
Diante da repercussão, a Sabesp reconheceu as reclamações e chegou a pedir desculpas em comunicado direcionado a moradores de Paulínia. A companhia afirma, porém, que a água distribuída segue dentro dos padrões de potabilidade definidos pelo Ministério da Saúde.
Segundo a empresa, variações no gosto e no odor podem ocorrer por características naturais dos mananciais, sem comprometer a segurança do consumo. A Sabesp também informa realizar mais de 170 mil análises mensais em todas as etapas do sistema, da captação à distribuição.
A orientação é que moradores registrem ocorrências para que haja vistoria individualizada.
Casos semelhantes também foram registrados em outras cidades da região, como Limeira e Vinhedo, ainda que sob responsabilidade de outras concessionárias. Em Vinhedo, houve confirmação de alteração na composição da água, com aumento de ferro em reservatórios, o que exigiu limpeza e desinfecção do sistema.
Em Hortolândia, Paulínia e Monte Mor, a causa ainda não foi oficialmente esclarecida. Enquanto a explicação não vem, o problema segue sendo medido no dia a dia: na água que não se bebe, na roupa que não se lava e na conta que continua chegando.
Fonte: Da redação.
