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7 reclamações dos filhos que as mães não aguentam mais ouvir nas férias

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7 reclamações dos filhos que as mães não aguentam mais ouvir nas férias

As férias escolares chegam com a promessa de descanso, tempo livre e momentos em família. Mas, depois de alguns dias em casa, muitas crianças e adolescentes acabam testando a paciência dos pais com reclamações que se repetem na rotina.

Sem a escola e com energia de sobra, frases como “tô com fome” e “que tédio” aparecem com frequência. Para entender melhor o que tem tirado a paz de mães e pais nesse período, CRESCER ouviu integrantes da comunidade do WhatsApp Mães de Pré-Adolescentes. A seguir, reunimos as sete reclamações mais comuns nas casas durante as férias escolares.

1. “ESTOU COM FOME”

Segundo as mães da comunidade, os filhos parecem sentir mais fome quando estão em casa o dia todo. “O ‘tô com fome’ é todo dia, independente das férias”, contou uma mãe. Para outra, o desafio é manter a despensa cheia: “Tenho um filho de 17 e uma menina de 13. Não dou conta de abastecer a casa. Meu menino trocou o dia pela noite e ataca a geladeira de madrugada. Socorro!”, brincou.

2. “Não tem nada para fazer”

A frase “não tem nada para fazer” também é clássica neste período, conforme as mães participantes. Para muitas delas, a questão não é falta de possibilidades, mas de disposição das crianças. “Tenho o privilégio de morar numa casa com quintal, então nunca ouvi essa frase das minhas filhas. Além disso, elas não têm acesso a telas, o que ajuda muito. Tento sempre propor algo diferente, como pintura ou brinquedos feitos com sucata”, contou uma das participantes. Mas nem todos os pais têm essa sorte. “Eles não sabem lidar com o tédio e também não conseguem se ocupar sozinhos”, resumiu outra mãe.

3. “Que tédio!”

Reclamações por “tédio” também são frequentes, principalmente entre as crianças maiores. Sem a rotina estruturada da escola, muitos se veem perdidos. “Aqui em casa é sempre: ‘Nossa, que tédio!’”, disse uma mãe. “Se dependesse deles, iríamos todos os dias ao shopping, ao cinema ou ao parque.” Outra mãe reforçou: “Tudo é chato e tedioso. O adolescente só assiste a série, parece um vampiro dentro do quarto.” Mas, vale lembrar, o tédio faz bem, viu?

4. “Posso jogar?”

Para os pais que limitam o uso de telas, essa pergunta surge como um pedido insistente. “Meu filho de 9 anos pergunta várias vezes por dia se pode jogar [videogame]. Como limito o tempo de tela, ele fica ansioso por esse momento. Nas férias, até libero um pouco mais, mas com combinados de fazer outras atividades também”, contou uma mãe. Em muitas casas, os eletrônicos viram motivo de disputa. Quando o tempo de uso acaba, começam as reclamações.

5. “Meus amigos jogam o tempo todo”

Além da vontade de ficar nas telas, há a comparação com colegas cujas famílias não dão limites de tempo de uso. “Meu filho de 10 anos, às vezes, se sente excluído. Os amigos estão sempre online, jogando, com celular na mão. Aqui, ele não tem celular e usa o tablet apenas em horários combinados. Converso com ele sobre os porquês desses limites, mas sei que não é fácil”, relatou uma mãe. Outra compartilhou que o caçula, de 10 anos, reclama muito quando o tempo de uso acaba. “Fica dizendo que não tem mais o que fazer.”

6. “Preciso mesmo tomar banho?”

As reclamações nem sempre são sobre tédio ou tecnologia. Algumas mães relatam resistência até nas tarefas mais simples. “O que mais escuto é: ‘O que tem para comer?’, mas também reclamam de tomar banho, de acordar ou de sair de casa”, contou uma mãe.

7. “Não quero sair do quarto”

Com alguns adolescentes, a reclamação pode não ser constante, mas a falta de diálogo preocupa os pais. “Meu filho de 14 anos passa o dia trancado no quarto, só assistindo série. Parece um vampiro”, brincou uma mãe. “O mau humor de manhã é de matar. E o tédio... tudo é chato. A adolescência tem seus desafios: as cobranças, o crescimento, a fome infinita, o humor instável... e o famoso tédio que nunca vai embora”, complementou.

Essas frases mostram como as férias escolares podem mexer com a rotina da casa e exigir mais paciência dos adultos.

Fonte: Revista Crescer

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